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Grupo CK, do Bilionário Li Ka-shing, Vende UK Power Networks para a Engie por US$ 14 Bilhões

A Engie financiará a operação por meio de uma combinação de capital próprio e dívida

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Empresas controladas pelo bilionário de Hong Kong Li Ka-shing e sua família concordaram em vender a maior distribuidora de eletricidade do Reino Unido à Engie. Enquanto isso, a gigante francesa busca aproveitar a crescente demanda por energia impulsionada por data centers e veículos elétricos.

Conhecido coletivamente como CK Group, o conjunto de empresas da família Li — CK Infrastructure Holdings, Power Assets Holdings e CK Asset Holdings — planeja vender a UK Power Networks (UKPN) por 10,5 bilhões de libras (US$ 14,2 bilhões; R$ 72,8 bilhões).

A CK Infrastructure e a Power Assets detêm, cada uma, 40% da UKPN, enquanto a CK Asset possui os 20% restantes.

A Engie financiará a operação por meio de uma combinação de capital próprio e dívida. Prevista para ser concluída até meados de 2026, sujeita às aprovações regulatórias, a transação fortalece a presença da companhia francesa no Reino Unido, que passará a ser o segundo maior mercado da empresa, atrás apenas da França.

“A aquisição da UKPN representa um passo decisivo para fortalecer a posição da Engie como a melhor empresa de transição energética”, afirmou Catherine MacGregor, CEO da Engie, em comunicado. “Ela está totalmente alinhada à nossa ambição de nos tornarmos um ator-chave em infraestruturas reguladas de redes elétricas, essenciais para a segurança energética, a eletrificação da demanda e maior flexibilidade do sistema.”

Império de luz

A UKPN fornece eletricidade a 8,5 milhões de clientes em Londres, além das regiões Sudeste e Leste da Inglaterra. O CK Group, que adquiriu originalmente a empresa em 2010, informou em comunicados separados à bolsa de Hong Kong que a venda permitirá “monetizar seu investimento a uma avaliação atrativa, com ganho contábil significativo e geração de caixa para futuros investimentos ou aquisições”.

A alienação ocorre em um momento em que a proposta de venda de participações em 43 portos distribuídos por 23 países a um consórcio liderado pela BlackRock foi adiada sob escrutínio de Pequim, após a Suprema Corte do Panamá anular, em janeiro, dois contratos portuários da CK Hutchison.

“Com base em nosso histórico comprovado e sólida base de capital, o CK Group continuará a identificar e buscar oportunidades de investimento, seja em setores regulados, em negócios com contratos de longo prazo e receita previsível, ou em outras áreas com grande potencial, em mercados atuais e novos, incluindo o Reino Unido e além”, declarou Victor Li, presidente do conselho e diretor executivo da CK Hutchison, em nota.

A notícia da venda planejada da UKPN impulsionou as ações das empresas ligadas ao CK Group listadas em Hong Kong. Os papéis da CK Hutchison, CK Infrastructure, CK Asset e Power Assets avançaram entre 3% e 5% até o fechamento do mercado.

Com patrimônio líquido em tempo real de US$ 46,8 bilhões (R$ 240,1 bilhões), Li é o homem mais rico de Hong Kong. Considerado um dos empresários mais influentes da Ásia, ele se aposentou em 2018 da presidência de suas principais companhias, CK Hutchison Holdings e CK Asset, mas permanece como conselheiro sênior. Seu filho, Victor, atualmente lidera o conglomerado, que emprega mais de 300 mil pessoas e opera em mais de 50 países.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

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