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Empresa Australiana Inaugura Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras em MG

A Viridis Mining & Minerals, inaugurou hoje (28) a planta piloto do segundo maior Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CTPR) do mundo fora da China

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Se você já andou de carro elétrico, usou fones de ouvido ou smartphones já deve ter tido contato com Neomídio, Praseodímio, Disprósio e Térbio. Os quatro principais minerais críticos que a Viridis Mining & Minerals, listada na bolsa de valores australiana, a ASX (Australian Securities Exchange), pretende processar em terras brasileiras. 

Com investimento de R$ 25 milhões, o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CTPR) inaugurado nesta quinta-feira (28) em Poços de Caldas (MG) vai desenvolver tecnologia para extração em argila iônica e posiciona o Brasil como peça-chave na transição energética do Ocidente.

A princípio, após a inauguração do centro, a intenção da mineradora é pesquisar e criar critérios de processamento para aceitar pedidos comerciais de parceiros a partir do terceiro trimestre de 2026.

Com capacidade para processar 100 quilos de minério por hora e produzir cerca de 2,9 toneladas de carbonato misto de terras raras por ano, o centro serve como a prova de conceito definitiva para o Projeto Colossus, nome do empreendimento criado pela empresa autraliana em Minas Gerais para a extração comercial em larga escala a partir de 2028.

“Esta instalação representa mais do que infraestrutura; representa a diversificação da cadeia de suprimentos em um momento em que o mundo busca fontes confiáveis e responsáveis”, afirmou Rafael Moreno, CEO da Viridis, em seu discurso para autoridades brasileiras e representantes diplomáticos da União Europeia, França, Reino Unido e Alemanha.

O diferencial competitivo do projeto brasileiro reside na natureza geológica das reservas. Ao contrário dos depósitos em rocha dura, a argila iônica permite um processamento mais simples e barato. A planta utiliza um sistema 100% fechado, sem descarte de efluentes e movido a energia renovável.

Além da extração primária, a Viridis planeja fechar o ciclo da economia circular. Para 2027, a empresa projeta a instalação de uma Unidade de Demonstração de Reciclagem de Ímãs através da joint venture Viridion. Se concretizada, será a primeira instalação do Ocidente capaz de processar simultaneamente minério virgem e material reciclado (extração secundária) no mesmo hub.

O Brasil, que detém a segunda maior reserva de terras raras do planeta, surge como a alternativa mais viável para o Ocidente reduzir a dependência da China, que hoje controla quase o monopólio do setor.

Com o suporte de investimentos estratégicos vindos da França e do Canadá, a Viridis tem uma meta ambiciosa: a companhia pretende abastecer até 7% do mercado global desses minérios — um volume capaz de alterar a dinâmica de preços e garantir segurança de suprimento para as indústrias de alta tecnologia da Europa e América do Norte. 

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