O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, acumulando a sétima semana negativa seguida e confirmando o pior desempenho mensal desde 2023, em uma correção ditada pela saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira.
Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,57%, a 174.056,86 pontos, somando uma perda de 1,22% na semana e de 7,08% em maio, de acordo com dados preliminares.
A série de perdas semanais é a maior desde uma sequência também de sete quedas entre abril e maio de 2004. De acordo com dados da LSEG, considerando a série histórica até 1982, o Ibovespa nunca caiu por mais do que sete semanas consecutivas.
A queda no mês foi a maior desde o declínio registrado em fevereiro de 2023 (-7,49%) – um movimento que tem como pano de fundo uma saída líquida de estrangeiros de R$14,1 bilhões em maio até o dia 27, excluindo ofertas de ações (IPOs e follow-ons).
O dólar fechou em alta, em uma sessão no geral negativa para os ativos brasileiros, com fluxo de saída de estrangeiros da bolsa e cautela em relação ao cenário econômico, enquanto no exterior os agentes aguardavam por um desfecho nas negociações entre EUA e Irã. A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com alta de 0,24%, aos R$5,0453. Na semana, o dólar acumulou ganho de 0,27% e, em maio, alta de 1,82%.
Os preços futuros do petróleo caíram mais de 2% nesta sexta-feira, registrando a maior queda semanal desde o início de abril, com os investidores aguardando a notícia de que os EUA, Israel e Irã haviam chegado a um acordo sobre um cessar-fogo.
Os contratos futuros do petróleo Brent para julho, que expiraram na sexta-feira, ficaram em US$92,05 por barril, uma queda de US$1,66, ou 1,8%. Os contratos futuros do petróleo WTI dos EUA terminaram a US$87,36 por barril, uma queda de US$1,54, ou 1,7%.