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Pré-mercado: Expectativas de Novos Ataques Ao Irã e Alta dos Juros nos EUA

Inflação persistente, mudanças nas expectativas sobre os juros e alterações no comportamento dos investidores pode manter a pressão sobre os títulos públicos americanos

3 min

Bom dia. Estamos na terça-feira, 19 de maio.

Cenários

Em um dia sem indicadores econômicos relevantes, os investidores estão atentos a dois eventos: o adiamento de novos ataques americanos ao Irã e a alta dos juros americanos no mercado secundário.

Donald Trump havia ameaçado atacar novamente o Irã, mas mudou de ideia no mesmo dia. Segundo a imprensa americana, ele teria sido dissuadido por líderes de países árabes aliados dos Estados Unidos, que temem uma piora da situação no Oriente Médio.

A mudança de planos levou a um alívio relativo nos preços do petróleo. As cotações dos contratos futuros do barril Brent com vencimento em junho recuaram 1,6% para US$ 110. As bolsas europeias estão em alta, e os pregões na Ásia tiveram desempenhos em geral positivos, com exceção de Taiwan e Seul, na Coreia do Sul.

Uma combinação de inflação persistente, mudanças nas expectativas sobre as taxas de juros e alterações no comportamento dos investidores pode manter a pressão sobre os títulos públicos americanos e impulsionar ainda mais os juros no mercado secundário nas próximas semanas.

Nos últimos meses, muitos investidores consideraram atraente a rentabilidade de 4,5% dos títulos do Tesouro de 10 anos. Mas, à medida que os juros sobem acima desse nível, os investidores mudaram de estratégia. Há expectativas de que o novo piso sejam juros de 4,75% ao ano. Na segunda-feira (17), a taxa dos “treasuries” de 10 anos estava em 4,62%. A alta dos juros afeta as ações americanas, já que os custos de empréstimo mais altos pesam sobre empresas e consumidores.

Um fator crucial, no entanto, continua sendo a inflação. Os números mais recentes vieram acima do esperado, reforçando a visão de que as pressões sobre os preços não estão diminuindo tão rapidamente quanto os investidores esperavam. Se os investidores acreditam que a inflação permanecerá alta ou até mesmo pode subir, eles vão demandar juros mais altos.

Isso sem falar nas expectativas para o Federal Reserve (FED), o banco central americano. Os investidores agora começam a considerar a possibilidade de o FED manter as taxas estáveis por mais tempo, ou até mesmo aumentá-las se a inflação não diminuir.

Perspectivas

A possibilidade de uma alta estrutural dos juros americanos no mercado secundário tem pressionado as ações para baixo, e os papeis brasileiros não são exceção. As cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil estão em queda no pré-mercado, assim como os contratos futuros dos principais índices americanos.

Indicadores

Sem indicadores relevantes

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