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Ibovespa Fecha em Alta, e Dólar Atinge Maior Valor desde 30 de Março

O índice subiu 0,65%, a 171.482,74 pontos, enquanto o dólar encerrou o dia com alta de 0,87%, cotado a R$ 5,18

6 min

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com Axia entre os principais suportes, em sessão marcada pela divulgação da ata da última decisão de política monetária do Banco Central. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,52%, a 171.258,87 pontos, após recuar a 168.495,17 pontos na mínima do dia mais cedo. Na máxima, chegou a 171.720,29 pontos.

O volume financeiro somou R$ 21,64bilhões, de uma média diária de R$ 32,36 bilhões.

A bolsa paulista abriu pressionada pelo viés negativo em praças acionárias no exterior, que refletiam perdas no setor de tecnologia, em meio a receios envolvendo investimentos em inteligência artificial financiados por dívidas.O Ibovespa, porém, descolou do movimento no mercado internacional, onde o norte-americano S&P 500 fechou em baixa de 1,44%, replicando o tom dos pregões na Europa e Ásia.

A sessão na B3 também foi marcada pela repercussão da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, quando a Selic foi reduzida para 14,25% ao ano.

No documento, o BC indicou que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da taxa Selic para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, um prazo mais longo do que o usual.

Na visão da equipe econômica do C6 Bank, a ata sugere a possibilidade de uma pausa na próxima reunião e retomada do ciclo de ajustes mais à frente. “Na nossa visão, a inflação elevada, as expectativas de inflação acima da meta e o mercado de trabalho aquecido tornam cada vez mais difícil justificar novos cortes de juros”, afirmaram em relatório a clientes.

Destaques

• AXIA ON fechou em alta de 2,59%, no terceiro pregão seguido de alta. O conselho de administração da elétrica aprovou a captação de debêntures simples com prazo de dez anos no montante de R$800 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25% do volume da emissão, o que elevaria o total da operação a R$1 bilhão.

• BRADESCO PN avançou 0,9%, BANCO DO BRASIL ON subiu 1,43% e ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 0,27%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 0,74%. BTG PACTUAL UNIT subiu 1,13%, tendo ainda no radar operação da Polícia Federal para apurar supostas fraudes envolvendo banco Digimais e notícias de que o BTG não deve seguir com o acordo para comprar o Digimais.

• PETROBRAS PN subiu 0,41% e PETROBRAS ON avançou 0,78%, apesar de novo declínio dos preços do petróleo no exterior. A petrolífera de controle estatal assinou nesta terça-feira um memorando de entendimentos com a petroleira mexicana Pemex para cooperação estratégica e técnica em projetos na indústria de petróleo e gás. De acordo com a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, as companhias poderão trabalhar juntas em oportunidades não só no México, mas também em geografias como África e Brasil. A executiva ainda reafirmou o interesse em explorar águas profundas no Golfo do México.

• ASSAÍ ON subiu 3,12%, enquanto, no setor, GRUPO MATEUS ON e GPA ON, que não estão no Ibovespa, avançaram 1,32% e 1,96%, respectivamente. Analistas do UBS BB cortaram os preços-alvos dos papéis, mantendo recomendação neutra para Assaí e Grupo Mateus e de venda para GPA. “Embora, em geral, evitaríamos exposição ao setor neste momento, estruturalmente, preferimos a Assaí em termos relativos”, afirmaram em relatório a clientes.

• VALE ON recuou 1,89%, acompanhando a fraqueza dos futuros do minério de ferrona China. Investidores também continuam atentos a eventualmudança no comando do conselho de administração da mineradora após pedido de assembleia pela acionista Previ para decidir sobre o assunto. No setor de mineração e siderurgia, USIMINAS PNA caiu 4,94%, CSN ON perdeu 1,31% e GERDAU PN fechou com declínio de 0,91%.

• MRV&CO ON caiu 1,01%, após divulgar que assinou a venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Estado do Texas, Estados Unidos, por US$139 milhões. De acordo com a construtora, a transação representa uma redução de 7,5% no endividamento líquido consolidado da MRV&Co, de US$87 milhões, além de uma diminuição de US$46 milhões em “minority interest”.

• IRB(RE) ON, que não faz parte do Ibovespa, subiu 2,34%, após reportar lucro líquidode R$58,8 milhões em abril, bem acima dos R$21,2 milhões registrados um ano antes. O índice de sinistralidade passou para 51,2%, de 75,5% no mesmo mês do ano passado.

Dólar

O dólar fechou em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, com as cotações no Brasil também ponderando a ata do último encontro de política monetária do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,87%, aos R$ 5,18, o maior valor de fechamento desde 30 de março deste ano, quando atingiu R$ 5,24 em meio à guerra no Oriente Médio. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,52% ante o real.

Às 17h02, o dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,83% na B3, aos R$ 5,19.

A terça-feira foi de “risk-off” (fuga do risco) nos mercados globais, com investidores vendendo ações em Wall Street e comprando dólar e títulos norte-americanos – neste caso, com consequente queda nos rendimentos.

Com isso, o dólar sustentou ganhos ante quase todas as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

No Brasil, o avanço da moeda norte-americana também encontrou respaldo na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reforçou a percepção de que a taxa básica Selic pode cair no curto prazo, mesmo com a instituição demonstrando preocupação com o cenário inflacionário.

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