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Ingresso da Final da Copa de 2026 Pode Exigir Mais de um Ano de Trabalho em Alguns Países

Para brasileiros, considerando o salário mínimo, são necessários 681 dias de trabalho ou quase dois anos

2 min

A Copa do Mundo de 2026 promete quebrar recordes dentro e fora de campo. Além de ser a primeira edição com 48 seleções e sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, o torneio também ficou marcado pelos preços inéditos dos ingressos para a final, marcada para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Levantamentos sobre os bilhetes disponibilizados pela FIFA mostram que os ingressos mais valorizados para a decisão chegaram à faixa de US$ 6.700 a US$ 7.900, enquanto categorias premium e modelos de precificação dinâmica elevaram ainda mais os valores pagos por alguns torcedores. Mas o impacto desse preço muda drasticamente dependendo do país de origem do torcedor.

Na Alemanha, por exemplo, o salário mínimo mensal supera US$ 2.400, reduzindo o esforço necessário para cerca de 81 dias de trabalho. No Reino Unido, são aproximadamente 76 dias.

Nos Estados Unidos, país-sede da final, a situação é menos favorável para trabalhadores remunerados pelo piso federal. Considerando um salário mínimo mensal equivalente a cerca de US$ 1.257, o ingresso representa aproximadamente 157 dias de trabalho, mais de cinco meses de renda integral.

A diferença se torna ainda mais acentuada em economias latino-americanas. No Brasil, onde o salário mínimo corresponde a cerca de R$ 1.621 por mês, ou aproximadamente US$ 290, seriam necessários cerca de 681 dias de trabalho para adquirir um único ingresso.

No México, um trabalhador que recebe o piso nacional precisaria dedicar cerca de 416 dias de renda ao bilhete da final. Os números ajudam a ilustrar como a globalização dos grandes eventos esportivos convive com profundas diferenças econômicas. Embora a final da Copa seja o mesmo espetáculo para todos os torcedores, o custo de entrada varia enormemente quando comparado à realidade salarial de cada país.

Ranking considerando o salário base

  1. Reino Unido – 76 dias
  2. Singapura – 79 dias
  3. Alemanha – 81 dias
  4. Canadá – 84 dias
  5. França – 97 dias
  6. Espanha – 126 dias
  7. Estados Unidos – 157 dias
  8. Japão – 167 dias
  9. México – 416 dias
  10. Brasil – 681 dias
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