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Pré-mercado: Expectativa com a Prévia da Inflação de Julho

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 28 de julho

3 min

Bom dia. Estamos na terça-feira, 28 de julho.

Cenários

Nesta terça-feira (28), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho. É a prévia da inflação oficial, que ajuda o mercado a calibrar a expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para os dias 4 e 5 de agosto.

A mediana das expectativas é de uma alta de 0,19% no IPCA-15 de julho, mostrando uma desaceleração significativa na comparação com os 0,41% de junho. Se a desaceleração se confirmar, a variação do IPCA-15 deve recuar dos 4,80% acumulados nos 12 meses até junho para abaixo de 4,70%.

Essa informação é relevante porque deve confirmar a desaceleração da inflação indicada pelo IPCA “cheio” de junho, divulgado no dia 10 de julho. A inflação medida pelo IPCA desacelerou para 0,16%, ante expectativas de 0,32%. Isso reduziu a inflação acumulada em 12 meses de 4,72% para 4,64%. Alimentos em queda, especialmente proteínas, e menor pressão da energia elétrica residencial explicaram boa parte da surpresa positiva.

O resultado reforçou a hipótese de um novo corte da Selic na reunião do Copom de agosto, depois de o Comitê ter reduzido a taxa de 14,50% para 14,25% em junho.

O boletim Focus da segunda-feira (27) confirmou essa tendência. A projeção do IPCA de 2026 voltou a cair e recuou de 5,15% para 5,12%, terceira semana seguida de revisão para baixo. A mediana para a Selic ao fim do ano permanece em 14%, o que sugere apenas mais um corte de 0,25 ponto até dezembro. Se a decisão de agosto confirmar o corte, essa pode ser a última redução da Selic em 2026.

Apesar desse conjunto de sinais favoráveis, a inflação projetada para o ano segue acima do teto da meta de 4,5%, e ainda mais distante do centro de 3%. Essa distância deve pesar na comunicação do Copom.

O ambiente externo segue tenso. Os investidores estão preocupados com os investimentos pesados das empresas e com a concorrência crescente de empresas chinesas antes da divulgação dos resultados de algumas das maiores empresas do setor. O barril do Brent está cotado a US$ 86,6, queda de quase 2%.

Perspectivas

As ações brasileiras negociadas em Wall Street acompanham essa trajetória, e estão com queda de 0,4%. O mercado está em baixa apesar de mais uma redução nas cotações do petróleo.

Os contratos futuros do índice americano Nasdaq estão em queda de cerca de 0,9% no pré-mercado, refletindo um clima de cautela em relação às ações de empresas produtoras de semicondutores.

Indicadores

BRASIL

IPCA-15 (Jul)

Esperado: 0,19%

Anterior: 0,41%

IPCA-15 (12M)

Esperado: 4,67%

Anterior: 4,80%

Saldo em transações correntes (Jun)

Esperado: – US$ 2,40 bilhões

Anterior: – US$ 3,19 bilhões

Investimento estrangeiro direto (Jun)

Esperado: US$ 5,50 bilhões

Anterior: US$ 7,97 bilhões

ESTADOS UNIDOS

Confiança do consumidor CB (Jul)

Esperado: 92,4

Anterior: 91,2

Balança comercial de bens (Jun)

Esperado: – US$ 100,30 bilhões

Anterior: – US$ 105,89 bilhões

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