Bom dia. Estamos na segunda-feira, 27 de julho.
Cenários
A semana começa com um movimento de euforia nos mercados. No domingo (26), o embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Mike Waltz, disse que o país decidiu suspender os ataques ao Irã para dar espaço para a diplomacia. Da mesma forma, autoridades americanas disseram à Reuters que iria esperar os próximos acontecimentos antes de seguir retaliando os ataques.
A perspectiva de retomada das negociações e de normalização dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz fizeram as cotações da commodity desabarem nesta segunda-feira (27). Os contratos futuros de agosto do petróleo Brent estão em queda de 8%, com o barril cotado a US$ 89. No caso do petróleo do tipo WTI, referência para o mercado americano, a baixa é de 6,7%, para US$ 83,3.
Esse movimento de queda dos preços do petróleo está ocorrendo em um momento estratégico. Na terça-feira (28) começa a reunião de julho do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para os investidores, a maior probabilidade é de manutenção das taxas no patamar atual, na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No entanto, essa possibilidade é de 66,3%, um percentual elevado, mas longe da unanimidade. Para os investidores, há 33,7% de probabilidade de elevação dos juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano.
E o cenário é ainda mais conservador para a reunião seguinte à de julho, agendada para os dias 15 e 16 de setembro. Para ela, a probabilidade de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% é de apenas 20,7%. Há 56,1% de probabilidade de elevação de 0,25 ponto percentual e uma expectativa relevante de uma alta ainda maior, de 0,50 ponto percentual. Para os investidores, essa probabilidade é de 23,2%.
A decisão do Fomc, agendada para a quarta-feira (29) deve definir a trajetória dos juros para o segundo semestre, com reflexos sobre todos os mercados internacionais, Brasil inclusive. A principal preocupação dos bancos centrais é com o impacto da alta dos preços do petróleo na inflação.
Iniciado no dia 28 de fevereiro, o conflito caminha para entrar em seu sexto mês. E não há uma solução negociada fácil à vista. Por isso, os investidores não podem descartar a hipótese de permanência das cotações do petróleo acima de US$ 80 ou mesmo US$ 90 por barril por um período prolongado, pressionando os preços dos insumos industriais e dos combustíveis.
Perspectivas
Apesar do cenário potencialmente adverso para os juros nos próximos meses, nesta segunda-feira o sentimento dos investidores é positivo. A queda dos preços do petróleo provocou uma forte alta nos contratos futuros das ações americanas no pré-mercado.
Os contratos do Dow Jones e do S&P 500 estão subindo 1%, e os contratos do Nasdaq avançam 1,5%. O índice Nasdaq tem maior participação das ações de tecnologia. Essas empresas são grandes consumidoras de capital para investimentos, e seus resultados são mais sensíveis a alterações nas taxas de juros.
Indicadores
BRASIL
Boletim Focus
Confiança do Consumidor FGV (Jul)
Observado: 88,3
Esperado: ND
Anterior: 88,7
ESTADOS UNIDOS
Encomendas de Bens Duráveis (Jun)
Esperado: + 1,6%
Anterior: – 4,5%
Núcleo das Encomendas de Bens Duráveis (Jun)
Esperado: 0,9%
Anterior: 1,3%