A Vale (VALE3) revisou suas projeções de custos para 2026 e apontou direções opostas para seus dois grandes negócios. No minério de ferro, o principal produto da companhia, os custos previstos subiram; no cobre e no níquel, caíram. A atualização foi divulgada junto com o balanço do segundo trimestre.
No minério, o custo caixa C1 passou da faixa de US$ 20 a US$ 21,50 por tonelada para US$ 22,50 a US$ 23,50. Já o custo “all-in”, que inclui frete e demais despesas, subiu de US$ 52–56 para US$ 58–62 por tonelada.
A nova conta considera um câmbio médio de R$ 5,13 por dólar e o petróleo Brent a US$ 86 o barril ao longo do ano.
O movimento foi inverso nos metais básicos, hoje a principal aposta de crescimento da Vale. O custo all-in do cobre foi cortado da faixa de US$ 1.000–1.500 para US$ 0–500 por tonelada, impulsionado sobretudo pelo preço mais alto do ouro, extraído como subproduto e que ajuda a abater o custo. No níquel, a projeção recuou de US$ 12.000–13.500 para US$ 10.000–11.500 por tonelada.
A empresa também elevou o piso da produção esperada de cobre e níquel para o ano, refletindo o forte desempenho do primeiro semestre, o melhor segundo trimestre de produção em oito anos. As demais projeções seguem inalteradas e serão detalhadas no Formulário de Referência, documento que a companhia entrega à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).