A CSN Mineração (CMIN3) cortou em aproximadamente 13% sua previsão de volume de minério para 2026, considerando o ponto médio das estimativas, e elevou a projeção de custo por tonelada. As revisões foram anunciadas nesta terça-feira (29), após a decisão de reduzir temporariamente a produção de minério de baixa qualidade na planta de beneficiamento a seco do complexo de Pires, em Ouro Preto (MG).
A companhia agora espera um volume entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas no ano. Antes, a estimativa era de 45 milhões a 47 milhões de toneladas. Essa conta reúne tanto o minério produzido pela própria empresa quanto o comprado de terceiros.
A revisão reflete dois movimentos: a redução das atividades em Pires e a expectativa de menores compras de minério de outros fornecedores nos próximos meses. O corte de 6 milhões de toneladas nos limites da projeção, portanto, não corresponde apenas à queda da produção própria.
Segundo a mineradora, a decisão sobre Pires foi motivada por condições de mercado mais apertadas e pela pressão da alta do frete sobre as margens do minério de baixa qualidade. A medida atinge a planta de beneficiamento a seco, sem anúncio de paralisação de todo o complexo.
Ao mesmo tempo, a empresa aumentou a estimativa de custo caixa C1, indicador de custo operacional por tonelada. A nova previsão para 2026 está entre US$ 25 e US$ 26. A faixa anterior ia de US$ 22 a US$ 23,50.
As novas projeções apontam, assim, para um ano com menor volume de minério e maior custo unitário do que a companhia esperava anteriormente. Os documentos não detalham os fatores responsáveis pela revisão do custo nem quantificam o impacto das mudanças sobre receita ou lucro.
Medida pode ser revertida segundo a empresa
A retomada da produção reduzida em Pires dependerá de condições mais favoráveis para a venda desse tipo de minério, segundo a empresa. “Essa medida pode ser revertida a qualquer momento, sem maiores consequências, mas desde que as condições de mercado garantam margens melhores para esse tipo de minério”, informa em fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
A companhia não informou quanto a produção da unidade será reduzida nem estabeleceu uma data para normalizar as atividades.
A CSN, controladora da CSN Mineração, também comunicou a decisão ao mercado. Os dois fatos relevantes tratam da mesma redução operacional e das mesmas revisões de estimativas. As empresas ressaltaram que as projeções dependem de fatores de mercado fora de seu controle e podem ser alteradas novamente.