1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Eneva Liga Usina a Gás no Amazonas e Começa a Vender Energia
Forbes Money

Eneva Liga Usina a Gás no Amazonas e Começa a Vender Energia

A UTE Azulão I entra em operação comercial em Silves (AM) e garante à companhia receita fixa de R$ 278,3 milhões por ano, além de remuneração variável pela geração

2 min

A Eneva (ENEV3) recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar a operação comercial da UTE Azulão I, usina termelétrica movida a gás natural em Silves, no interior do Amazonas.

A liberação veio pelo Despacho nº 2.899, publicado ontem na nesta terça-feira (4), e o contrato de venda de energia passa a valer a partir desta quarta-feira (5).

A usina foi contratada no Leilão de Reserva de Capacidade de 2021 — modalidade em que o sistema paga usinas para ficarem disponíveis e reforçarem o abastecimento nos momentos de maior demanda — e comercializará 295 megawatts de potência pelos próximos 15 anos.

Pela disponibilidade dessa capacidade, a Eneva terá receita fixa anual de R$ 278,3 milhões, independentemente de a usina gerar energia ou não. O valor tem como base dezembro de 2025 e será reajustado todo mês de janeiro pelo IPCA, o índice oficial de inflação do país. Essa parcela fixa é bancada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que repassa o custo ao conjunto dos consumidores por meio de um encargo setorial.

Além da receita garantida, a usina recebe uma remuneração variável sempre que é efetivamente acionada para gerar eletricidade, calculada a partir de um valor de referência de R$ 1.200,87 por megawatt-hora, com base em agosto de 2026. Esse montante é atualizado mensalmente conforme indicador internacional do preço do gás natural liquefeito e a variação do câmbio, de modo a acompanhar as oscilações nos custos do combustível e do dólar.

A Azulão I é o primeiro ativo a entrar em funcionamento dentro do Complexo Azulão 950, projeto que prevê ainda uma segunda usina, a Azulão II, com operação estimada para 2027. O empreendimento replica no Amazonas o modelo conhecido como Reservoir-to-Wire, no qual a própria Eneva extrai o gás natural, no caso, das concessões da companhia na Bacia do Amazonas, e o utiliza para gerar energia perto da área de produção, reduzindo custos logísticos.

A mesma estratégia já é usada pela empresa no Complexo Parnaíba, no Maranhão. Com a entrada em operação, a Eneva reforça sua presença na geração térmica na região Norte e passa a contabilizar uma nova fonte de receita de longo prazo nos resultados.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.