A Petrobras registrou a maior produção de petróleo e gás de sua história no segundo trimestre de 2026. A companhia produziu, em média, 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pela entrada antecipada da plataforma P-79 no campo de Búzios, pelo amadurecimento de novas unidades do pré-sal e pelo aumento da eficiência operacional.
O resultado também levou a Petrobras a estabelecer recordes no refino. As refinarias operaram com fator de utilização de 101,2% da capacidade, permitindo ampliar a produção de combustíveis, reduzir importações e elevar as exportações de petróleo.
Produção da Petrobras bate recorde com avanço de Búzios
A produção total própria da Petrobras atingiu 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, superando o recorde anterior de 3,23 milhões registrado no primeiro trimestre deste ano.
Na comparação anual, o crescimento foi de 14,1%, enquanto frente ao trimestre imediatamente anterior a expansão foi de 3,4%. A produção operada, que inclui a participação de parceiros, chegou a 4,87 milhões de barris por dia, também um novo recorde para a companhia.
Segundo a companhia, quatro fatores explicam o desempenho operacional:
- início da produção da plataforma P-79, em Búzios;
- aumento da produção das plataformas Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78;
- ganhos de eficiência operacional;
- redução das perdas provocadas por paradas para manutenção.
Além disso, dez novos poços produtores começaram a operar durante o trimestre, sendo seis na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos.
P-79 acelera crescimento do pré-sal e amplia capacidade do campo
A P-79 iniciou a produção em 1º de maio, três meses antes da previsão do Plano de Negócios 2026-2030 e cinco meses antes do cronograma previsto no planejamento anterior.
A unidade é a oitava plataforma do campo de Búzios e possui capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. Com sua entrada em operação, a capacidade instalada do campo passou para aproximadamente 1,33 milhão de barris por dia.
O avanço também permitiu que Búzios registrasse novos recordes. Em junho, o campo ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de barris por dia na média mensal e chegou a produzir 1,2 milhão de barris por dia em 26 de junho.
Refinarias operam em nível histórico e reduzem importações
O parque de refino registrou fator de utilização de 101,2%, o maior da história da companhia e acima do recorde anterior, de 101,1%, registrado em 2014.
Durante abril e maio, as refinarias chegaram a operar com 102,5% de utilização, o maior nível mensal já registrado para o atual parque de refino.
Esse desempenho aumentou a oferta doméstica de combustíveis e reduziu a necessidade de compras no exterior.
Com maior produção de petróleo e maior utilização das refinarias, a Petrobras reduziu as importações de petróleo para 89 mil barris por dia, o menor volume desde a pandemia.
As importações de derivados caíram para 67 mil barris por dia, enquanto as exportações de petróleo se aproximaram de 1 milhão de barris diários.
A produção total de derivados atingiu 1,918 milhão de barris por dia, alta de 10,9% sobre igual período de 2025.
Os principais recordes foram:
- Diesel S10: 509 mil barris por dia;
- Querosene de Aviação (QAV): 109 mil barris por dia.
No trimestre, a produção total de diesel alcançou 764 mil barris por dia, crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior, enquanto a produção de QAV avançou 25,3%.