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Ibovespa Sobe com Petrobras e Petróleo Perto de US$ 108; Dólar Fica Estável

Índice encerrou o pregão a 186.586 pontos, com Petrobras impulsionada pelo petróleo, enquanto mercado aguarda decisões de juros no Brasil e nos EUA

6 min

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, com o preço do barril do petróleo avançando quase 3% no mercado internacional. O índice subiu 0,59%, a 186.586,35 pontos, de acordo com dados preliminares, após duas quedas seguidas. 

Na máxima do dia, chegou a 187.650,53 pontos. Na mínima, cedeu a 185.055,57. O volume financeiro no pregão somava R$19,6 bilhões antes dos ajustes finais, em sessão também de expectativa para decisões de juros na quarta-feira nos Estados Unidos e no Brasil.

Investidores também voltaram as atenções para audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre petição referente a mensagens trocadas pelo ministro da corte Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Dólar fica estável

O dólar oscilou em margens estreitas no Brasil e fechou a terça-feira próximo da estabilidade, com investidores monitorando com atenção o noticiário político, enquanto no exterior a moeda norte-americana também teve variações modestas ante outras divisas pares do real.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação positiva de 0,10%, a R$ 5,1543. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,10%. Às 17h05, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,15% na B3, aos R$ 5,1715.

Nova pesquisa CNT/MDA, divulgada no início da sessão, destoou de outros levantamentos eleitorais mais recentes ao mostrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.

Na simulação de segundo turno, Lula tem 47,3% das intenções de voto e Flávio soma 40%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, o petista lidera fora da margem de erro. Na segunda-feira, pesquisas da Quaest e do instituto Nexus mostraram empate técnico entre os dois.

No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio tem 52% das apostas de vitória, contra 45% de Lula.

“As pesquisas mais recentes e o Polymarket indicam vitória de Flávio Bolsonaro. Naturalmente que tudo pode mudar, faltam 45 dias para o segundo turno. Em todo caso, começa uma onda de otimismo no mercado”, comentou pela manhã o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório a clientes.

“Devemos lembrar o caso das eleições de 2014: a primeira pesquisa de segundo turno mostrou Aécio à frente de Dilma, mas a presidente levou no final e o mercado decepcionou.”

Com possíveis implicações para a disputa presidencial, os ministros do STF estão reunidos nesta terça-feira para discutir possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master.

Em manifestação entregue mais cedo ao presidente da corte, Edson Fachin, Moraes negou irregularidades e disse ser vítima de investigação ilegal, com motivação político-eleitoral e de vingança, por ter sido o relator do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

No mercado, uma avaliação recorrente é a de que notícias negativas para Moraes — como sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master — podem contribuir para a campanha de Flávio ao Planalto.

Nesta terça-feira, porém, nova pesquisa CNT/MDA destoou de outros levantamentos ao mostrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio.

Na simulação de segundo turno, Lula tem 47,3% e Flávio soma 40%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, o petista lidera fora da margem de erro. Na segunda-feira, pesquisas da Quaest e do instituto Nexus mostraram empate técnico entre os dois.

Neste cenário de indefinição eleitoral, o dólar à vista variou entre a mínima de R$5,1268 (-0,43%) às 9h48 e a máxima de R$5,1634 (+0,28%) às 12h02.

“O mercado está aguardando a resolução do que vai acontecer no STF. O mercado está de lado, ninguém quer apostar em nada”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

O exterior também limitava a volatilidade. Isso porque o dólar apresentava oscilações modestas ante divisas pares do real como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.

Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,16%, a 99,645.

No início da sessão, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

No fim da manhã, o BC vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

Treasuries e Petróleo

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira com altas, encontrando suporte no avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguiram atentos ao noticiário político.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,67%, com alta de 4 pontos-base ante o ajuste de 13,629% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,375%, com elevação de 10 pontos-base ante 14,277%.

O avanço do petróleo Brent para acima dos US$108 o barril, em meio a notícias sobre a suspensão de carregamentos do petróleo no Mar Vermelho e de interrupção de operações em campos da Líbia, reforçou as preocupações com a inflação nos países.

Nos EUA, isso se traduziu na alta dos rendimentos dos Treasuries, com investidores elevando apostas de que o Federal Reserve poderá fazer uma série de aumentos de juros para segurar os preços.

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