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Pré-mercado: Investidores À Espera do Discurso de Kevin Warsh

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 28 de agosto

4 min

Bom dia. Estamos na sexta-feira, 28 de agosto.

Cenários

Chegou o dia muito esperado em que começa o seminário de Jackson Hole. Realizado em uma estação de esqui no estado americano do Wyoming, o evento reúne banqueiros centrais e líderes das finanças. Em todos os anos, o evento mais importante é o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O seminário tem uma vantagem para os presidentes do Fed. É um evento formal, mas os discursos não são uma comunicação oficial do banqueiro central. Se quiser, Kevin Warsh pode se dar ao luxo de ser mais claro sobre o que pensa sem que isso seja tratado como uma declaração formal. E, neste momento, todos os investidores querem muito saber o que Warsh pensa.

Seu discurso será crucial. A questão central é se ele conseguirá manter sua abordagem de “menos é mais” na comunicação da política monetária ou se vai fornecer pelo menos um esboço de como enxerga a inflação elevada e se é preciso elevar os juros para contê-la. Desde que tomou posse em junho, Warsh tem sido muito econômico em suas declarações sobre o futuro das taxas de juros.

Sua relutância em fornecer orientações sobre as próximas decisões de política monetária é intencional. Mesmo alguns de seus colegas do Fed concordam que é imprudente antecipar as decisões e correr o risco de criar expectativas que posteriormente terão que ser alteradas devido à evolução da economia.

Atualmente, a inflação americana está muito acima da meta. O indicador preferido do Fed, o índice Personal Consumption Expenditure (PCE), que foi divulgado na quarta-feira (26), mostrou uma inflação de 3,7% nos 12 meses até julho. Foi o mesmo resultado observado nos 12 meses até junho, e também ficou em linha com as expectativas dos investidores. O núcleo do PCE, que exclui os preços dos alimentos e da energia, variou 3,3%, também igual ao acumulado nos 12 meses até junho e em linha com as expectativas.

Mesmo estável, a inflação americana está muito acima do esperado. No entanto, os indicadores mais recentes do mercado de trabalho mostram um nível de emprego em desaceleração, indicando uma atividade econômica menos vigorosa. Alguns economistas esperam que o consumo diminua e modere o crescimento econômico e os preços. Outros acreditam que a inflação pode cair se houver uma baixa no preço do petróleo. A questão de vários trilhões de dólares é se essa desaceleração da economia é forte o suficiente para baixar a inflação.

No limite, um aumento dos juros vai entrar em conflito com a gestão dos US$ 40 trilhões em dívida pública americana e com o desejo do presidente Donald Trump de tomar empréstimos para financiá-la da maneira mais barata possível. Por enquanto, o cenário dominante é que não haverá alteração nos juros na reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) agendada para setembro. Mas tudo (ou nada) pode mudar após o discurso de Warsh.

Perspectivas

A manhã é de expectativas e estabilidade. Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil estão estáveis no pré-mercado, sem uma direção uniforme para os preços. Os contratos futuros do petróleo Brent com vencimento em setembro estão com uma leve alta de 0,3% em cerca de US$ 90.

Indicadores

BRASIL

IGP-M (Ago)

Observado: – 0,22%

Esperado: – 0,25%

Anterior: – 1,16%

IPP (Ago)

Esperado: ND

Anterior: -0,77%

Indice de emprego Caged (Jul)

Esperado: 112.000

Anterior: 145.160

ESTADOS UNIDOS

Discurso de Kevin Warsh

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