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“América Latina Não É a Nossa Audiência Secundária, É a Primeira”, Afirma VP Internacional do Prime Video

Kelly Day afirma que região está no centro da estratégia global do streaming, que investirá mais de US$ 2 bilhões em conteúdo, esportes e talentos até 2030

5 min

Cidade do México – Investimento bilionário e América Latina como principal mercado. Esses são os principais planos da Prime Video até 2030, que prevê mais que duplicar as produções originais locais e investir em infraestrutura criativa e esportes. O streaming anunciou nesta quinta-feira (20), durante evento “Prime Video Presents Latin America” na Cidade do México, um investimento histórico de mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,39 bilhões) na América Latina entre 2027 e 2030.

De acordo com Kelly Day, vice-presidente internacional (VP) do Prime Video, o montante será destinado a expandir a produção de conteúdos originais locais, garantir direitos de transmissão de esportes ao vivo, licenciar produções de terceiros e aprimorar o desenvolvimento de novos talentos da indústria audiovisual regional.

“Somos mais que um serviço de streaming, isso é um universo de entretenimento”, comenta Day. De acordo com ela, a resposta do público latino-americano tem sido surpreendente, quebrando paradigmas de consumo global. “A América Latina não é a nossa audiência secundária, é a primeira”, afirma.

Isso porque, entre os 15 maiores sucessos globais do Prime Video, a região entregou uma das maiores fatias de visualizações em todo o mundo. A temporada final de “The Boys” registrou cinco países da região entre os de maior penetração de audiência no mundo. No Brasil, a série teen “Off-Campus” atraiu mais novos espectadores para o streaming do que em qualquer outro país do planeta. “A série brasileira Tremembé quebrou todos os recordes no Brasil. A América Latina é a chave para a nossa audiência”, ressalta Day.

América Latina no centro

A VP destacou o papel central da região na estratégia global da Prime Video. Atualmente, a empresa atende a mais de 200 milhões de clientes fora dos Estados Unidos.

Com quase uma década de presença na região, o streaming produz filmes e séries originais em mais de 20 países.

Uma grande parcela das visualizações na região vem de usuários que assistem ao Prime Video pela primeira vez. O público jovem feminino (entre 18 e 34 anos) está entre as audiências mais engajadas de todo o ecossistema global da empresa. Enquanto isso, produções adultas de gênero, como “The Boys”, “Invincible” e “Hazbin Hotel”, consolidaram uma audiência masculina jovem.

Para a Head de Originais Internacionais para a América Latina, Canadá e Austrália, Javiera Balmaceda, o segredo do sucesso está na autenticidade e na ambição artística dada aos realizadores locais. “Nosso trabalho é encontrar histórias locais e torná-las universais. Este catálogo é a prova de que quando você confia nos contadores de histórias da região, dando a eles ambição e recursos, o mundo presta atenção”, diz.

Expansão de canais

A empresa está apostando em esportes ao vivo, expansão de canais parceiros e formação de talentos locais como fatores centrais da estratégia para a América Latina. Segundo Tomás Tejero, líder regional do Prime Video para a América Latina e o Canadá, o movimento reflete um trabalho de longo prazo. “Nosso investimento é construído sobre uma base sólida de anos construindo, aprendendo e conquistando a confiança do público”, comenta.

O esporte ao vivo aparece como o formato que mais cresce dentro da plataforma. De acordo com o executivo é nessa frente que o novo aporte financeiro deve ter efeito mais imediato, garantindo a renovação e a ampliação de direitos de transmissão esportiva na região.

A expansão também passa pelo modelo de canais parceiros. O Prime Video Channels, serviço de assinaturas adicionais, chegará a mais cinco países latino-americanos em 2026.

Outro pilar do plano foca no desenvolvimento de talentos locais. Na prática, a sustentabilidade de uma indústria criativa depende de investimento de longo prazo nas pessoas e na infraestrutura técnica por trás das câmeras.

No Brasil, o programa Brasil no Set, criado em parceria com a Brasil Audiovisual Independente (BRAVI) e o Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB), chegou à terceira edição expandindo o alcance que antes se concentrava em produtoras emergentes para incluir também as regiões Norte e Nordeste do país. Também somam-se parcerias com instituições federais, estaduais e municipais que já treinaram estudantes em áreas técnicas da produção audiovisual.

Já no México, há uma parceria com o projeto By Invitation Only e escolas de atuação que resultou em workshops de desenvolvimento profissional.

“Não estamos apenas produzindo programação na América Latina, estamos investindo em talentos e parcerias criativas que ajudarão a moldar o futuro das narrativas latino-americanas“, diz Tejero. “Reflete uma visão mais ampla para a região e nosso investimento de longo prazo em tudo o que acontece por trás das telas.”

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