A Taesa (TAEE11) concluiu nesta quarta-feira (12) a compra de cinco empresas de transmissão de energia da Energisa (ENGI11), fechando por R$ 1.638.001.772,48, cerca de R$ 1,64 bilhão, uma operação que havia sido anunciada em 21 de maio.
As transmissoras ficam em Goiás, Pará e Tocantins e transportam eletricidade em alta tensão entre regiões: são a Energisa Tocantins Transmissora de Energia I e II (ETT I e ETT II), a Energisa Pará Transmissora de Energia I e II (EPA I e EPA II) e a Energisa Goiás Transmissora de Energia I (EGO).
O valor pago partiu de um preço-base de R$ 1,545 bilhão, calculado com data-base de 31 de dezembro de 2025, e foi corrigido pela taxa CDI, a referência de juros do mercado, até a data do fechamento. Conforme previsto no contrato e no termo de fechamento, o montante ainda está sujeito a ajustes pós-fechamento, a serem apurados em até 90 dias.
O que a Taesa ganha
Com a aquisição, a Taesa incorpora cerca de 1,3 mil km de linhas de transmissão e 4.494 MVA de potência de transformação, além de R$ 305 milhões de Receita Anual Permitida (RAP) no ciclo 2026-2027, o valor que a companhia passa a receber todo ano pela operação das linhas, já considerados PIS e Cofins.
Os ativos têm vida contratual média remanescente de 22 anos, o que alonga o prazo médio das concessões da empresa. Segundo o fato relevante, a operação está alinhada à estratégia de crescimento da Taesa e à busca por ativos que gerem sinergia com as linhas que já opera nas regiões Norte e Centro-Oeste.
O que muda para a Energisa
Do outro lado, a Energisa e sua controlada Energisa Transmissão de Energia (ETE) receberam os R$ 1,638 bilhão pela venda dos cinco ativos, que carregavam uma dívida líquida de R$ 747,1 milhões na data-base de 30 de junho de 2026.
A companhia destinará os recursos à trajetória de desalavancagem, dentro da estratégia de reciclagem de capital, vender ativos maduros para reforçar a estrutura financeira sem sair do setor de transmissão, onde mantém outros ativos.
A conclusão do negócio dependeu de aprovações da Aneel, do Cade e de credores. Somada à venda de ações preferenciais da Denerge, de R$ 1,4 bilhão, a operação ajudou a reduzir a alavancagem da Energisa, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, de 3,5 vezes para 3,1 vezes em junho.