1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Ibovespa Tem Primeira Queda Semanal desde Agosto; Dólar Fecha a R$ 5,15
Forbes Money

Ibovespa Tem Primeira Queda Semanal desde Agosto; Dólar Fecha a R$ 5,15

Índice encerra a semana aos 185.304 pontos com o cenário eleitoral sob os holofotes; dólar fecha perto da estabilidade, com variação de 0,11%

5 min

O Ibovespa fechou com queda modesta nesta sexta-feira, acumulando a primeira perda semanal desde meados de agosto, com investidores ajustando apostas. O índice caiu 0,41%, a 185.229,17 pontos, na sessão, acumulando um declínio de 1,06% na semana. No dia, alcançou 185.991,47 pontos na máxima. Na mínima, marcou 184.460,91. O volume financeiro somou R$38,37 bilhões, influenciado ainda pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

Com o cenário eleitoral seguindo sob os holofotes, investidores também voltaram as atenções para eventos como o primeiro aumento de juros nos Estados Unidos desde 2023 e o corte na taxa Selic no Brasil nos últimos dias.

Na visão do economista e CEO da Corano Capital, Bruno Corano, o investidor está recalibrando preços diante de fatores como mais incerteza eleitoral, preocupação fiscal, juros globais menos favoráveis.

Na cena política, nova pesquisa publicada na noite de quinta-feira reforçou o quadro disputado na corrida presidencial no país. De acordo com o Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno na eleição presidencial de outubro, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 44%.

Os percentuais são os mesmos da semana passada e mantêm os candidatos em empate técnico, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, mostrou a pesquisa divulgada na noite de quinta-feira.

Estrategistas têm destacado que a eleição presidencial é o principal catalisador doméstico para os ativos brasileiros neste ano, mas que o cenário permanece bastante incerto, o que deve manter a volatilidade elevada no mercado.

Para Corano, diante de uma corrida eleitoral cada vez mais apertada, cresce a dificuldade de precificar qual será a condução da política econômica, principalmente na questão fiscal. “Isso eleva o prêmio de risco dos ativos brasileiros.”

Nessa semana, também trouxe desconforto quanto às perspectivas fiscais o anúncio do reajuste do Bolsa Família na véspera. “Ela se soma a um contexto em que o investidor quer entender qual será a trajetória das despesas públicas, quais serão as fontes de financiamento e qual o comprometimento do governo com a sustentabilidade fiscal”, afirmou o CEO.

No exterior, último pregão da semana registrou alta nos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos, o que corroborou a fraqueza na bolsa paulista, enquanto o S&P 500 subiu 0,17%.

Dados da B3 mostraram saída líquida de estrangeiros das ações brasileiras no último dia 16, reduzindo o saldo positivo acumulado em setembro para R$6,287 bilhões, de R$7,251 bilhões até o dia 15.

Destaques

VALE ON caiu 1,53%, acompanhando o movimento mais negativo de mineradoras no exterior. A sexta-feira foi de queda no setor de mineração e siderurgia como um todo, com destaque para CSN ON, que perdeu 6,4%, ainda sem novidades de fato no processo de venda de ativos da companhia.

SANTANDER BRASIL UNIT recuou 3,47%, respondendo pelo pior desempenho entre os bancos do Ibovespa. ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,59% e BRADESCO PN perdeu 0,88%, mas BANCO DO BRASIL ON avançou 1,84% e BTG PACTUAL UNIT subiu 0,43%.

PETROBRAS PN cedeu 0,23% e PETROBRAS ON perdeu 1,09%, tendo como pano de fundo a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent fechou em baixa de 0,91%, a US$103,87.

MINERVA ON avançou 4,46%, em sessão de recuperação após quatro quedas seguidas, período em que acumulou declínio de 7,75%. No setor, MBRF ON subiu 1,08%.

CYRELA ON fechou em alta de 3,86%, em dia de recuperação no setor, com o índice imobiliário da B3, que inclui papéis de operadoras de shopping centers, avançando 2,12%. Na contramão, MRV&CO ON caiu 3,68%.

Dólar fica estável

O dólar fechou a sexta-feira próximo da estabilidade no Brasil, em paralelo à perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas durante a tarde, em uma sessão sem gatilhos fortes para as cotações.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação positiva de 0,11%, a R$ 5,1451. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,39% e, no ano, baixa de 6,27%. Às 17h05, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,36% na B3, aos R$ 5,1585.

Nesta sexta-feira os investidores digeriram nova pesquisa do Datafolha mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os percentuais são os mesmos da pesquisa da semana anterior e indicam empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No meio da manhã, o Banco Central vendeu US$1 bilhão em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) para 2 de abril de 2027.

Com a operação, o BC deu liquidez ao mercado à vista em um momento de fluxo de saída de dólares do país, antes das eleições de outubro. Os dados mais recentes do BC mostram que em setembro até o dia 11 já saíram do Brasil US$5,987 bilhões líquidos, sendo que cerca de 90% foram pelo canal financeiro — que reflete operações em carteira e remessas de lucros, entre outras.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o BC vendeu 50.000 contratos de swap para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

No exterior o dólar sustentou ganhos ante boa parte das demais divisas durante a manhã, mas ao longo da tarde a moeda perdeu força, em movimento percebido também no Brasil.

Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,06%, a 100,190.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.