O PIB dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,2% no segundo trimestre, sustentado pelos gastos dos consumidores e pelos investimentos das empresas em infraestrutura de inteligência artificial. O dado foi revisado para cima em relação à estimativa anterior de 1,5%, enquanto economistas consultados pela Reuters esperavam que o número permanecesse inalterado.
A terceira estimativa para o período foi divulgada nesta quarta-feira pelo Escritório de Análise Econômica (BEA) do Departamento de Comércio. O crescimento do primeiro trimestre também foi revisto para cima, para 2,5%. Antes, a expansão informada era de 2,1%.
A revisão mostra uma economia que tem mantido o crescimento apesar dos efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Por trás dessa resistência estão os investimentos empresariais em IA e as restituições de impostos decorrentes da legislação tributária do ano passado, que têm ajudado a sustentar o consumo. O BEA atualizou os dados do PIB desde 2021 para incorporar novas informações.
Consumo das famílias ganha força
Os gastos dos consumidores, responsáveis por mais de dois terços da economia americana, cresceram a uma taxa anualizada de 3,8% no segundo trimestre. A estimativa anterior apontava alta de 3,4%.
O avanço representa uma aceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o consumo cresceu 0,7%. As restituições de impostos ajudaram a sustentar as compras, mesmo com os orçamentos das famílias cada vez mais pressionados pela inflação, principalmente pelos preços da gasolina.
O ritmo dos gastos parece ter continuado forte no terceiro trimestre. A valorização do mercado de ações, impulsionada pela inteligência artificial, contribui para esse movimento. Ao mesmo tempo, as famílias têm utilizado suas reservas financeiras e poupado menos para manter o consumo.
Corrida pela IA sustenta investimentos
Outra fonte de sustentação da economia americana são os investimentos das empresas na implantação de infraestrutura de inteligência artificial. Os gastos empresariais com equipamentos mantiveram crescimento de dois dígitos.
A força do consumo e dos investimentos também aparece em um indicador que permite observar a demanda privada dentro do país, sem os efeitos do comércio exterior, dos estoques e dos gastos do governo.
Chamado de vendas finais a compradores domésticos privados, esse indicador cresceu a uma taxa anualizada de 4,6% no segundo trimestre. A estimativa anterior era de 4,2%.
No primeiro trimestre, o avanço havia sido de 1,8%, após revisão da taxa de 1,7% informada anteriormente.