A ação da WEG se desvalorizava nesta quarta-feira após o grupo publicar um desempenho, segundo analistas, abaixo do esperado para o terceiro trimestre.
Às 11h, os papéis se desvalorizavam 4,6% a R$46,53, a maior queda do índice Ibovespa. No acumulado do ano, as ações da WEG mostram queda de cerca de 3,6%.
A fabricante de motores elétricos e equipamentos de geração de energia teve lucro líquido de R$1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 1% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado antes da abertura do mercado nesta quarta-feira.
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$2,35 bilhões para o período, expansão de 3,1% ano a ano.
Analistas esperavam lucro líquido de R$1,71 bilhão e Ebitda de R$2,40 bilhões no período, de acordo com dados da LSEG.
Segundo a UBS BB, a reação negativa do mercado ocorre devido a uma queda da margem Ebitda mais forte que a esperada, já que o mercado havia antecipado recuo de 0,4 ponto percentual.
A WEG teve margem Ebitda de 21,6% no terceiro trimestre, recuo de 0,6 ponto percentual. A companhia citou como fatores o aumento nos custos de matérias-primas como cobre, além de um câmbio desfavorável e impactos das tarifas de importação implementadas pelos Estados Unidos.
Já os analistas da Citi destacaram que tanto o Ebitda como o lucro líquido ficaram cerca de 1% abaixo do esperado.
A empresa teve receita líquida de R$10,86 bilhões, expansão de 5,7% na comparação anual, ante expectativa média do mercado de faturamento de R$10,92 bilhões, segundo a LSEG.
A receita cresceu 1,8% no mercado interno e 8,3% no externo. Atualmente, o faturamento no Brasil representa 37,5% da receita do grupo, enquanto o mercado externo é responsável por 62,5%.
A WEG citou no balanço que o desempenho internacional foi “sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período”.
Para a equipe de analistas do Santander liderada por Lucas Barbosa, o grupo apresentou um resultado sólido de rentabilidade apesar das despesas com pessoal mais elevadas e do impacto das tarifas dos EUA.
A WEG disse que investiu R$905,4 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, acima dos R$672,6 milhões do terceiro trimestre de 2025. Do total, 39,8% foram destinados às unidades produtivas no Brasil e o restante ao exterior.
A empresa anunciou anteriormente que prevê investir em 2026 cerca de R$3,54 bilhões, acima do nível de 2025.