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Após US$ 1 Tri com Medicamentos GLP-1, Eli Lilly Busca Seu Próximo Sucesso

Depois dos US$ 1 trilhão com Mounjaro e Zepbound, farmacêutica acelera aquisições e investimentos para encontrar sua nova aposta

16 min

CEO da maior e mais bem-sucedida farmacêutica do planeta, Dave Ricks passa um bom tempo pensando em riscos. Os medicamentos da Eli Lilly para perda de peso e diabetes alcançaram um sucesso muito além do que qualquer um poderia imaginar.

A receita da companhia nos 12 meses encerrados em 30 de junho disparou 50%, para US$ 79,7 bilhões (R$ 404,08 bilhões), com Zepbound, para perda de peso, e Mounjaro, para diabetes, respondendo por 62% do total. Em novembro de 2025, o valor de mercado da empresa ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,07 trilhões), tornando-a a primeira farmacêutica a atingir esse patamar — atualmente, a cifra gira em torno de US$ 1,1 trilhão (R$ 5,58 trilhões).

A Lilly tem outros medicamentos promissores para perda de peso a caminho. Um comprimido chamado Foundayo recebeu aprovação da FDA em abril. A empresa também planeja submeter à agência reguladora americana, no primeiro trimestre de 2027, a retatrutida, um medicamento experimental de nova geração. A expectativa em torno da “reta”, como é chamada na internet, é tamanha que há pessoas comprando no mercado clandestino substâncias que alegam conter o medicamento.

Mas o tempo está correndo. Todos os medicamentos têm um prazo de validade comercial por causa do funcionamento das patentes farmacêuticas. Provavelmente em algum momento da década de 2030, o mercado em expansão dos remédios da Lilly para perda de peso sofrerá uma forte retração à medida que os genéricos entrarem em cena.

Agora, a pergunta de US$ 1 trilhão (R$ 5,07 trilhões) para a Lilly é como construir — ou comprar — um portfólio de medicamentos capaz de sustentar seu enorme sucesso. Ricks, de 59 anos, cuja participação pessoal na companhia vale quase US$ 700 milhões (R$ 3,55 bilhões), pensa em como se preparar para esse momento desde antes de assumir o comando da empresa, em 2017.

“É o desafio que vai nos definir”, disse Ricks à Forbes, em entrevista no andar executivo da sede da Lilly, em Indianápolis, onde retratos formais dos dez CEOs anteriores da companhia estão pendurados nas paredes. “Se percebermos que não estamos conseguindo fazer isso, então deveríamos devolver o dinheiro aos acionistas e ser uma empresa menor. Mas não é assim que estou pensando neste momento.”

Em vez disso, Ricks está disposto a gastar. Até agora neste ano, a Lilly fechou 31 negócios, incluindo 14 aquisições e 17 acordos de licenciamento, desembolsando um total de US$ 18 bilhões (R$ 91,26 bilhões) para reforçar seu portfólio de medicamentos em desenvolvimento.

É mais de quatro vezes os US$ 4 bilhões (R$ 20,28 bilhões) gastos em 39 transações durante todo o ano passado. A companhia investiu não apenas em áreas tradicionais, como oncologia e neurologia, mas também em campos mais experimentais, como psicodélicos e sono.

Bilhões em inovação

Ao mesmo tempo, a empresa elevou os investimentos internos em pesquisa e desenvolvimento — a principal prioridade de Ricks — de US$ 11 bilhões (R$ 55,77 bilhões) em 2024 para US$ 13,3 bilhões (R$ 67,43 bilhões) em 2025. No primeiro semestre deste ano, foram US$ 7,3 bilhões (R$ 37,01 bilhões), alta de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Vamos gastar em P&D cerca de três vezes o que gastávamos em 2021. É uma curva de crescimento expressiva, e isso significa que, no futuro, a Lilly deverá lançar três vezes mais produtos e medicamentos”, afirmou Ricks. Não há um orçamento total que ele pretenda alcançar. Em vez disso, a companhia calcula quanto custará levar adiante os projetos que deseja desenvolver.

Sentado do outro lado da mesa da sala de reuniões, Ricks combina carisma e intensidade. Ao longo de quase uma década no comando da Lilly, navegou com sucesso pela política do setor farmacêutico, fechando acordos com o presidente Donald Trump para reduzir preços e ampliar a produção nos Estados Unidos. Trump o elogiou como “um executivo inacreditável, um cara inacreditável”.

Agora, Ricks tenta reproduzir parte da estratégia que funcionou com os GLP-1. Os medicamentos para perda de peso vêm demonstrando benefícios adicionais à saúde, como melhora cardiovascular.

Algumas das iniciativas de longo prazo da Lilly seguem uma lógica preventiva semelhante. A empresa está investindo em remédios para distúrbios do sono, que, segundo evidências científicas cada vez maiores, têm efeitos profundos sobre a saúde de forma geral. Nos laboratórios, pesquisadores trabalham em novas maneiras de tratar o Alzheimer mais cedo e em uma terapia capaz de desativar permanentemente um gene no fígado para reduzir o colesterol “ruim”.

“Por causa do nosso horizonte de tempo e da quantidade de recursos que temos para investir, contamos com certa vantagem estratégica sobre qualquer outro concorrente”, disse Ricks. “Outras farmacêuticas estão fechando muitos negócios e gastando muito dinheiro em P&D, mas fazem isso olhando para uma janela de zero a cinco anos. Elas têm urgência para resolver um problema de resultado financeiro que sabem que enfrentarão. Não temos essa sensação aqui.”

Isso dá à Lilly condições para investir em medicamentos que ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento clínico. Embora mais arriscados, esses tratamentos têm potencial para proporcionar avanços profundos e retornos maiores. A situação também permite à companhia apostar alto em inteligência artificial aplicada ao desenvolvimento de medicamentos, incluindo uma parceria de US$ 1 bilhão (R$ 5,07 bilhões) com a Nvidia para criar um novo laboratório de inovação em IA. No início deste ano, Ricks afirmou que não esperava retorno desse investimento antes da década de 2030.

Um exemplo é a aquisição da Kelonia Therapeutics pela Lilly nesta primavera no Hemisfério Norte. Em dezembro passado, durante um congresso científico sobre doenças do sangue em Orlando, na Flórida, a empresa de biotecnologia apoiada por fundos de venture capital apresentou dados clínicos iniciais de uma terapia celular de infusão única para um tipo de câncer chamado mieloma múltiplo. O estudo envolveu apenas quatro pacientes, mas todos apresentaram uma resposta impressionante ao tratamento, sem sinais de câncer posteriormente.

“Vimos aquilo e pensamos: ‘Uau, isso é inacreditável’. Ligamos para eles imediatamente”, contou Jake Van Naarden, chefe de desenvolvimento corporativo da Lilly e principal responsável pelas negociações da empresa.

A próxima aposta

Em quatro meses, a Lilly chegou a um acordo para comprar a Kelonia por US$ 3,25 bilhões (R$ 16,48 bilhões) à vista, além de até US$ 7 bilhões (R$ 35,49 bilhões) caso o medicamento alcance determinadas metas clínicas e comerciais. A startup havia captado anteriormente US$ 58 milhões (R$ 294,06 milhões), com avaliação de US$ 104 milhões (R$ 527,28 milhões) em sua rodada de financiamento mais recente, realizada em 2022, segundo a base de dados de venture capital PitchBook.

“Hoje, eles têm mais poder de fogo na indústria farmacêutica do que qualquer outra empresa do planeta”, afirmou Bryan Roberts, sócio da Venrock, gestora de venture capital que incubou e financiou a Kelonia. “O risco é: quem vai querer ser a pessoa que estava no comando durante a maior queda de patentes e de receita da história?”

Caminhe pela Pearl Street, no centro de Indianápolis, e você encontrará uma placa de bronze que marca um local histórico: foi ali que o coronel Eli Lilly, químico farmacêutico e veterano da Guerra Civil Americana, fundou a empresa que leva seu nome, em 1876. A companhia leva essa história a sério e, ainda hoje, seu logotipo é uma versão estilizada da assinatura do coronel. Dirija cerca de 1,6 quilômetro ao sul e você chegará à moderna sede da empresa, cuja presença é tão dominante na região que possui seu próprio CEP.

Um museu corporativo no térreo homenageia os quatro integrantes da família Lilly que comandaram a companhia e estiveram à frente de marcos históricos ao longo dos últimos 150 anos. A Lilly produziu penicilina em massa durante a Segunda Guerra Mundial. Em janeiro de 1988, lançou o antidepressivo Prozac, mostrando que alterações na química cerebral poderiam tratar a depressão grave de maneira mais eficaz do que apenas a psicoterapia.

E, embora sua arquirrival Novo tenha chegado primeiro ao mercado, em 2017, com o Ozempic para diabetes — que se tornou o medicamento GLP-1 reconhecido mundialmente —, foi a Lilly que impulsionou a explosão da categoria de remédios para perda de peso. Uma pesquisa da KFF realizada em novembro passado apontou que um em cada oito adultos usa atualmente um GLP-1, e a Lilly detém a maior participação nesse mercado.

No início deste ano, a maior franquia de GLP-1 da Lilly, que inclui Mounjaro e Zepbound, superou o blockbuster oncológico Keytruda e se tornou o medicamento mais vendido do mundo.

“Olhamos para essa categoria de medicamentos e pensamos: ‘Bem, ao longo da história da humanidade, não existiram tantas classes de remédios com um impacto tão profundo’”, afirmou Ricks. “De certa forma, é a primeira intervenção preventiva em saúde, em escala realmente massiva, que de fato funciona.”

Era Ricks

Com 30 anos de carreira na Lilly, Ricks nasceu em Bloomington, Indiana, e cresceu na região da Baía de São Francisco. Entrou na companhia ainda na casa dos 20 anos. Começou como associado de desenvolvimento de negócios em 1996, após uma breve passagem pela IBM em Nova York, e depois avançou pela hierarquia executiva. Sem formação científica, é graduado em gestão industrial pela Universidade Purdue e possui MBA pela Universidade de Indiana.

Como o sétimo CEO da companhia sem vínculos familiares com os Lilly, Ricks pressionou a empresa a ganhar velocidade, investir de maneira mais agressiva em pesquisas clínicas e chegar diretamente aos consumidores. Em 2024, lançou o LillyDirect, programa de farmácia on-line por meio do qual pacientes podem comprar da própria empresa seus medicamentos para perda de peso e diabetes e recebê-los em casa. Ele também dedicou bastante tempo a planejar o que virá depois.

Antes de se tornar CEO, há nove anos, Ricks comandava a divisão responsável pelos antidepressivos em uma época em que esses medicamentos representavam um enorme negócio para a Lilly. A companhia havia desenvolvido novos remédios depois do Prozac, mas as patentes acabaram expirando. O antipsicótico Zyprexa perdeu sua proteção em 2011, seguido pelo antidepressivo Cymbalta, em 2013.

“Cresci dentro da empresa em uma época em que tivemos dois grandes eventos relacionados ao vencimento de patentes para os quais houve um planejamento ruim”, disse Ricks. Foi um período brutal, chamado internamente de “Anos YZ” — a perda da patente do Prozac, em 2001, havia sido o “Ano X”.

Em três anos, a unidade de negócios perdeu 60% da lucratividade da companhia, relembrou Ricks. Coube a ele cortar funcionários e projetos de pesquisa. “Não é divertido fazer isso”, afirmou. “Se estamos aqui para criar medicamentos, isso não é criar medicamentos. É justamente o contrário: é encolher para conseguir sobreviver.”

Quando foi promovido a CEO, em 2017, aquela experiência ainda estava em sua mente. A companhia já havia registrado patentes para sua molécula GLP-1, a tirzepatida, mas ainda não tinha obtido aprovação para os medicamentos correspondentes: Mounjaro, para diabetes, e Zepbound, para obesidade.

Ainda assim, a Lilly já se preparava para diversificar, inclusive antes do lançamento do Zepbound, em 2023. “O dia do lançamento não é cedo demais para começar a trabalhar na próxima grande inovação, mesmo que ela só aconteça 12 anos depois”, afirmou Ricks. “Porque, quando você se aproxima do fim desse ciclo, já é tarde demais, e acaba tomando medidas desesperadas, absurdas e que não funcionam.”

Futuro da Lilly

Em junho, a Lilly entrou no mercado de medicamentos para o sono com a aquisição da Centessa Pharmaceuticals por US$ 6,3 bilhões (R$ 31,94 bilhões) à vista, além de outros US$ 1,5 bilhão (R$ 7,61 bilhões) em possíveis pagamentos condicionados ao cumprimento de metas — conhecidos como “biobucks”.

Fundada em 2020, a Centessa desenvolve um comprimido voltado para a narcolepsia, um distúrbio do sono relativamente raro e grave. O medicamento integra uma nova classe de tratamentos direcionados à orexina, mensageiro químico que regula o estado de vigília, o sono e o tônus muscular.

Sob alguns aspectos, a entrada da Lilly no segmento do sono lembra sua aposta inicial na obesidade. Passamos aproximadamente um terço da vida dormindo, mas, até pouco tempo atrás, o tratamento dos distúrbios do sono era uma área relativamente negligenciada.

Pesquisas mostram cada vez mais que alterações e disfunções do sono — assim como a obesidade — levam a outros problemas de saúde. Ricks e sua equipe enxergam o medicamento da Centessa como um possível ponto de partida para desenvolver tratamentos destinados a pessoas com problemas menos graves de sono.

“Quantas pessoas conhecemos que têm problemas para dormir? Todo mundo. Portanto, é uma questão importante, que também leva ao surgimento de doenças. Provoca problemas de saúde mental. Na realidade, agrava condições como demência e dificuldades de memória e raciocínio. TDAH e outros problemas comportamentais muitas vezes são desencadeados por alterações nos padrões de sono”, afirmou Ricks. “Então, tudo bem, isso é algo interessante. E, como o mercado de sono é pequeno, isso não nos afasta. Na verdade, nos atrai.”

Os psicodélicos são outra nova área de interesse. Em julho, a Lilly anunciou a intenção de comprar a AtaiBeckley, empresa de Nova York especializada em psicodélicos, por US$ 2,8 bilhões (R$ 14,20 bilhões) à vista, além de até US$ 1 bilhão (R$ 5,07 bilhões) em pagamentos condicionados ao cumprimento de metas. O spray nasal da companhia para depressão resistente ao tratamento está na fase 3 de ensaios clínicos.

O movimento da Lilly ocorre após a FDA aprovar, em 2019, o Spravato, spray nasal da Johnson & Johnson derivado da cetamina e também destinado ao tratamento da depressão.

“Acho que todo mundo chega ao tema dos psicodélicos com algum preconceito, porque eles carregam certa reputação”, afirmou Van Naarden, principal negociador da Lilly. Mas, à medida que os pesquisadores da companhia se aprofundaram no assunto, encontraram não apenas histórias de pessoas viajando para clínicas no México em busca de versões não controladas desses medicamentos, mas também dados positivos dos primeiros ensaios clínicos do produto da AtaiBeckley.

“Há uma mudança na sociedade em relação à percepção desses medicamentos”, disse Van Naarden. “Se 20 anos atrás isso era visto como uma espécie de charlatanismo de fundo de quintal, não acho que seja mais o caso. Este é um campo legítimo da medicina, ponto final. E acredito que os psiquiatras estejam extremamente entusiasmados com isso.”

Além dos GLP-1

Na sede da Eli Lilly em Indianápolis, no fim de agosto, Andrew Adams, vice-presidente de descoberta de moléculas da companhia, apresenta um dos laboratórios de pesquisa da empresa. Alguns cientistas, usando jalecos e óculos de proteção, trabalham no desenvolvimento de novos medicamentos para doenças neurodegenerativas.

Há cerca de 35 anos, a Lilly insiste na busca por tratamentos contra o Alzheimer. Trata-se tanto de uma necessidade urgente quanto de um mercado potencialmente gigantesco: mais de 55 milhões de pessoas no mundo têm Alzheimer ou alguma outra forma de demência, e esse número deve chegar a 78 milhões até 2030.

Mas os esforços para desenvolver medicamentos capazes de ajudá-las acumularam uma longa sequência de fracassos. O Kisunla, medicamento da Lilly aprovado em 2024 e destinado a retardar a progressão da doença por meio do combate às placas amiloides, é apenas o segundo grande remédio disponível no mercado. Suas vendas anuais já se aproximam de US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), e analistas esperam que ele se torne um blockbuster.

No laboratório, cientistas da Lilly trabalham em formas de atingir uma proteína chamada tau, que forma emaranhados nos pacientes com Alzheimer. Adams explica que tem sido extremamente difícil desenvolver medicamentos contra a tau porque ela se encontra dentro dos neurônios, o que dificulta alcançá-la. Agora, a Lilly possui um medicamento em estágio inicial que adota uma abordagem genética contra a doença.

No verão passado no Hemisfério Norte, a Lilly e a Roche, sua parceira no desenvolvimento, receberam autorização da FDA para um exame de sangue capaz de identificar uma forma modificada da proteína tau que funciona como marcador da doença, aumentando as esperanças de um diagnóstico mais precoce.

“Acho que podemos mudar o que significa envelhecer”, afirmou Dan Skovronsky, diretor científico e de produtos da Lilly. “Talvez possamos ter um mundo em que não tenhamos medo do Alzheimer.”

Adams, responsável por liderar a descoberta de novos medicamentos em toda a Lilly e também chefe de pesquisas em dor e neurodegeneração, acrescentou: “O futuro está na prevenção. É nessa direção que quero reorientar esta empresa.”

Em 2020, depois de Ricks já estar havia alguns anos no comando, ele voltou sua atenção para a divisão de oncologia: o desempenho não era dos melhores, com apenas um grande medicamento desenvolvido por década, apesar dos elevados investimentos em P&D. Ele pediu a Van Naarden, que havia entrado na companhia após a aquisição de uma fabricante de medicamentos contra o câncer em 2019, que descobrisse o que deveria ser feito.

“Encerramos praticamente todos os programas do portfólio”, relembrou Van Naarden. “E começamos de novo.”

Hoje, o portfólio de oncologia da Lilly tem nove moléculas em ensaios de fase 3 para seis tipos diferentes de câncer, incluindo câncer de mama e de pulmão, além de dezenas de outras em estágios iniciais de estudos clínicos. “Nos próximos 12 meses, provavelmente teremos resultados de sete novos medicamentos em ensaios avançados, divulgados em diferentes momentos”, afirmou Van Naarden. Mesmo para uma companhia do porte da Lilly, é muita coisa.

O desenvolvimento de medicamentos é uma aposta de alto risco. Em geral, nove em cada dez fármacos fracassam durante os ensaios clínicos. Por mais promissora que a ciência inicial pareça, a Lilly não pode simplesmente apostar que Alzheimer ou sono substituirão aquele que se tornou o maior medicamento de todos os tempos.

Mas, com dezenas de tratamentos em desenvolvimento, outros tantos nos laboratórios e uma sequência acelerada de aquisições complementando esse portfólio, Ricks aposta que conseguirá encontrar a próxima penicilina, o próximo Prozac ou o próximo GLP-1 — prolongando por décadas a impressionante trajetória de sucesso da Lilly.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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