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O Santander Brasil Vê Cenário Macro Desafiador, com Foco em Melhorar a Rentabilidade, Diz CEO

O Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões no 3T, -28% em relação ao mesmo período de 2025

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O presidente-executivo do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta quarta-feira que o banco trabalhará para melhorar a rentabilidade, diante de um cenário macroeconômico ainda desafiador, marcado por nível elevado de juros.

“O banco já avançou na direção de uma carteira com clientes de melhor qualidade e de uma relação melhor, mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital. Esse movimento permanece como parte central da nossa estratégia”, afirmou o executivo em videoconferência com analistas sobre o balanço divulgado mais cedo, a primeira desde que tomou posse como CEO em julho.

“Principalidade, transacionalidade e melhoria da composição do balanço permanecem como pilares da estratégia do banco. O próximo passo, obviamente, é converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, com muita consistência na execução”, afirmou.

O Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões no terceiro trimestre, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) do banco ficou em 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais ano a ano e 0,6 ponto na base trimestral.

No Bolsa Paulista, por volta das 12h25, as Units do Banco recuavam 5%, em preço negativo para o setor financeiro como um todo. O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, caiu quase 3%.

Executivos do banco enfatizaram na conferência que o aumento de provisões no terceiro trimestre foi afetado por casos específicos de clientes corporativos e que veem instabilidade excluindo esses eventos.

“Assim como no período anterior, o trimestre foi impactado por casos específicos no atacado, que totalizaram aproximadamente R$ 500 milhões”, afirmou o diretor financeiro do banco, Carlos Ignacio Muñiz Gonzalez Blanch. “Excluindo os efeitos pontuais dos dois trimestres, observamos estabilidade da inadimplência recorrente”, afirmou.

A administração também chamou a atenção para uma melhoria na inadimplência de curto prazo, mas ressaltou que os juros elevados na economia continuam sendo motivo de preocupação, principalmente para pequenas e médias empresas (PMEs) e o agronegócio nos próximos trimestres. “Há uma urgência de que se tenha, de alguma forma, taxas de juros mais baixas para que se tenha um rompimento financeiro das empresas”, afirmou Finkelsztain.

De acordo com os executivos, o processo de redução de risco da carteira deve continuar pressionando os spreads no curto prazo, uma vez que na alta renda, um dos focos do banco, é “muito mais baixo” do que na baixa renda, mas ainda há expectativa de crescimento da receita líquida de juros (NII) em 2027.

“Estou otimista para o crescimento do NII para 2027”, afirmou o CFO.

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