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Corrosão da Inflação Impõe 11º Mês de Queda Real nos Preços de Imóveis nos EUA

Com inflação a 3,8%, mercado de moradias nos EUA tem queda real e expõe forte divergência entre regiões, com Chicago em alta e Seattle em forte recuo

3 min

Os preços dos imóveis nos Estados Unidos tiveram uma variação de 0,8% em abril, segundo dados do Índice S&P Cotality Case-Shiller divulgado na manhã desta terça-feira (30).

Na divulgação anterior, o índice da S&P/Dow Jones de preços de imóveis residenciais havia avançado 0,7%.

A inflação de abril ficou em 3,8%, patamar que supera em cerca de 3 pontos percentuais o ganho nominal dos preços dos imóveis.

Com isso, os preços de imóveis residenciais nos Estados Unidos caem em termos reais pelo 11º mês consecutivo.

S&P Dow Jones Indices

O índice nacional, que cobre as nove divisões censitárias do país, fechou abril em 332,68 pontos, com alta de 0,77% frente a março.

O Composite-10, que reúne as dez áreas metropolitanas originais do levantamento, somou 367,90 pontos, com avanço mensal de 1,06% e alta anual de 1,8%, ante 1,5% no mês anterior.

Já o Composite-20, que reúne vinte áreas metropolitanas, encerrou em 345,43 pontos, com alta mensal de 1,03% e variação anual de 1,1%, ante 0,9% em março.

Nicholas Godec, responsável pela área de Fixed Income Tradables & Commodities da S&P Dow Jones Indices, afirmou que os números de abril confirmam que os preços dos imóveis nos Estados Unidos permanecem praticamente estáveis.

“Com a inflação acelerando para 3,8% em abril, os valores das moradias nos EUA caíram agora em termos reais pelo 11º mês consecutivo, corroendo ainda mais a riqueza habitacional ajustada pela inflação. A dispersão geográfica permanece acentuada”, diz Godec.

“Os mercados do Centro-Oeste e do Nordeste ainda lideram o crescimento moderado, enquanto muitas metrópoles do Sun Belt e do Oeste veem declínios contínuos”, completa.

Em relação ao crédito imobiliário, Godec afirmou que as taxas de financiamento permanecem elevadas, já que, depois de caírem para abaixo de 6% no início do ano, as taxas de juros das hipotecas de 30 anos voltaram a subir para 6,3% em abril.

Para o especialista da S&P Dow Jones Indices, esse cenário de juros mais altos restringe o crescimento dos preços dos imóveis, que seguem estagnados em termos nominais e em queda em termos reais.

Preços de imóveis por região dos EUA

Entre as 20 áreas metropolitanas acompanhadas, Chicago liderou os ganhos anuais:

  • Chicago: +6,52%
  • Nova York: +3,82%
  • Cleveland: +3,18%

Na ponta contrária, a maior queda ficou com Seattle, que registrou uma queda anual de 2,26%, a maior dentre as regiões metropolitanas analisadas.

Logo em seguida aparecem Denver, com recuo de 1,85%, Tampa, com queda de 1,77%, Phoenix, com baixa de 1,65%, e Dallas, com retração de 1,57%.

A diferença entre o desempenho de Chicago e o de Seattle chegou a quase 9 pontos percentuais, o que o relatório aponta como evidência da divergência regional nos preços dos imóveis.

Entre as demais cidades, Boston teve alta anual de 2,11%, Minneapolis subiu 2,02%, Charlotte avançou 1,01% e São Francisco teve alta de 1,30%.

O relatório também traz a evolução mensal de cada cidade. Em abril ante março, sem ajuste sazonal, Chicago teve o maior avanço de preços de imóveis dos EUA, de 1,55%, seguida por São Francisco, com 1,51%, e Boston, com 1,16%. Phoenix foi a única cidade com queda mensal, de 0,05%.

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