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O Que Faz os Analistas Projetarem Alta de até 96% nas Ações da Cyrela (CYRE3)

Analistas da XP, BB e BTG mantêm recomendação de compra para os papéis da construtora de olho em prováveis dividendos e recompras

4 min

Na visão do sell-side, a Cyrela (CYRE3) teve um trimestre sólido, com aumento da geração de caixa, mix de lançamentos equilibrado e expansão de margem.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 452 milhões e receita líquida de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre, em linha com as expectativas do mercado. Nesse contexto, as ações da Cyrela sobem 1,5% no pregão desta sexta-feira (14).

Analistas da XP destacam que a empresa mostrou margens brutas acima das projeções da casa e lucro líquido em linha, apesar do EBITDA abaixo da projeção.

“No geral, vemos o trimestre como positivo, sustentado pela expansão das margens, geração de caixa de R$272 milhões e menor alavancagem, com a relação dívida líquida ajustada/patrimônio líquido recuando para 16,5%. Assim, mantemos nossa recomendação de Compra para CYRE3“, diz a casa, que tem preço-alvo de R$ 42, representando upside de praticamente 100%.

Os analistas Ygor Altero e Joao Rodrigues frisam que a geração de caixa teve um crescimento substancial, dado que foi de R$ 134 milhões no trimestre imediatamente anterior, e consumo de caixa de R$ 392 milhões em igual etapa do ano anterior.

O BB Investimentos também reiterou recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 39,30.

O analista Felipe Mesquita aponta que mesmo com uma base de dívida relevante, o resultado financeiro foi positivo em R$ 69 milhões (+84% no comparativo trimestral), com contribuição de R$ 111 milhões da CashMe, braço financeiro do grupo.

No lado operacional, indica que a Cyrela lançou 20 empreendimentos no trimestre, que totalizaram um valor geral de vendas próprio (VGV) de R$ 3,9 bilhões, crescimento de 30% na base anual.

“O ritmo de lançamentos da companhia voltou a acelerar, contando com um maior equilíbrio no mix de produtos entre os segmentos alto, médio e econômico, buscando uma melhor absorção no cenário atual”, analisa.

“Apesar de sua velocidade de vendas apresentar um recuo nas bases de comparação, proveniente tanto da aceleração dos lançamentos como dos desafios relacionados ao cenário de juros elevados para financiamentos imobiliários para o público de média e alta renda, suas margens permanecem resilientes e com um forte volume de resultados a reconhecer de acordo com a evolução das obras em andamento”, completa.

Em adição, o BB considera que a estrutura de capital da Cyrela “se mostra equilibrada”, principalmente com a evolução na geração de caixa recente, dando espaço para a companhia equilibrar sua relação de preço e velocidade de lançamentos e vendas enquanto o cenário de juros domésticos não retorna para níveis mais atrativos.

Especialistas do BTG Pactual chamaram atenção para o fato de que o lucro líquido foi de R$ 1,04 por ação (+17% na comparação anual), garantindo um ROE de 16%.

A avaliação é de que os números da Cyrela no 2T26 foram “sólidos em todas as frentes” e em sua maioria, ficaram em linha com projeções. Assim, os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris disseram “ter gostado do que viram”.

“Além disso, acreditamos que os investidores ainda não estão incorporando aos preços os elevados dividendos e as recompras de ações que devem ocorrer após a conclusão da venda da torre corporativa da Cyrela para um REIT“, diz a casa.

O BTG Pactual tem recomendação de compra para os papéis da Cyrela, com preço-alvo de R$ 40.

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