A cidade de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, acumula uma valorização de 17% no preço médio do aluguel em 2026 até então, conforme dados do Ínidice FipeZap, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Viva Real, Zap Imóveis).
Com isso, Niterói acumula a maior valorização do preço do aluguel neste ano entre as 36 cidades analisadas pelo índice. O preço médio atual é de R$ 42,70 por metro quadrado ao mês.
Em uma janela de 12 meses, a cidade fluminense acumula alta de 20% no preço médio do metro quadrado olhando para o mercado de aluguel.
As 10 cidades com a maior valorização do preço do aluguel em 2026 (janeiro a setembro)
- Niterói (RJ): +17,07%
- Campo Grande (MS): +16,91%
- Natal (RN): +14,36%
- Aracaju (SE): +13,39%
- Fortaleza (CE): +12,49%
- Rio de Janeiro (RJ): +11,86%
- Campinas (SP): +11,12%
- Manaus (AM): +10,98%
- Ribeirão Preto (SP): +10,45%
- Vitória (ES): +9,91%
Aluguel mais caro: Barueri e São Paulo lideram o preço por m² em 2026
O preço médio de locação nas 36 cidades do Índice FipeZAP foi de R$ 54,77/m² em setembro de 2026. Barueri (SP) tem o maior valor, R$ 71,96/m².
Entre as capitais, São Paulo lidera, com R$ 65,78/m², seguida por Recife (R$ 64,39/m²), Belém (R$ 62,25/m²), Rio de Janeiro (R$ 61,86/m²) e Florianópolis (R$ 61,81/m²).
Nos bairros listados nos resumos por cidade, o Leblon (RJ) registra o maior preço, R$ 124,7/m², seguido por Ipanema (RJ), com R$ 118,1/m², e Pinheiros (SP), com R$ 100,1/m². A Fipe não divulga tabelas completas de preço por bairro.
Os preços mais altos por metro quadrado no aluguel
- Barueri (SP): R$ 71,96/m²
- São Paulo (SP): R$ 65,78/m²
- Recife (PE): R$ 64,39/m²
- Belém (PA): R$ 62,25/m²
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 61,86/m²
- Florianópolis (SC): R$ 61,81/m²
- Santos (SP): R$ 60,39/m²
- São Luís (MA): R$ 57,99/m²
- Vitória (ES): R$ 57,06/m²
- Maceió (AL): R$ 56,63/m²
Nacionalmente, preço do aluguel sobe 0,52% em setembro de 2026
O Índice FipeZAP de Locação Residencial registrou alta de 0,52% em setembro de 2026, com base em anúncios de 36 cidades, 22 delas capitais.
O resultado dá sequência à desaceleração iniciada em abril (+1,04%), com maio em +0,85%, junho em +0,81%, julho em +0,70% e agosto em +0,55%.
No mês, o aluguel subiu menos que o IPCA (+0,82%) e o IGP-M (+1,57%). A variação mensal dos preços de venda residencial, no mesmo gráfico do informe, foi de +0,58%.
“Esse comportamento indica que, embora os preços continuem avançando, a intensidade dos reajustes nos novos anúncios vem diminuindo. A desaceleração pode estar relacionada à redução de espaço para reajustes no aluguel, uma vez que a inflação está mais controlada, à capacidade de pagamento das famílias e às condições de oferta e demanda dos mercados locais”, diz Mariangela Silva, economista do Grupo OLX.
“Vale destacar que a desaceleração não significa uma queda generalizada dos preços. Em setembro, 31 das 36 cidades monitoradas registraram valorização, reforçando que o mercado permanece aquecido em diversas regiões, ainda que em um ritmo mais moderado”, completa.
Imóveis de três dormitórios tiveram a maior alta do mês (+0,75%). Os de dois dormitórios subiram 0,55%, os de quatro ou mais, 0,52%, e os de um dormitório, 0,30%.
O preço médio de locação foi de R$ 54,77/m². Imóveis de um dormitório custam R$ 72,68/m² e os de três dormitórios, R$ 47,22/m².
O índice, vale destacar, considera anúncios de novos aluguéis e não incorpora o reajuste de contratos vigentes, que segue as regras de cada contrato.