O Índice Superlógica, que mensura a inadimplência locatícia no Brasil, caiu para 2,93% na leitura de setembro, o menor patamar desde o início da série histórica, iniciada em abril de 2023.
Na leitura anterior, referente ao mês de agosto, o índice de inadimplência havia ficado em 3,11%.
Já na comparação com igual etapa do ano anterior, a queda é de 0,87 ponto percentual (p.p.), dado que a inadimplência chegava a 3,8% em setembro do ano de 2025.
O índice analisa dados anonimizados de mais de 1 milhão de locatários do país.
Inadimplência cai mais em imóveis com aluguel mais alto
O detalhamento do índice indica que, em setembro, os aluguéis mais altos puxaram o recuo da inadimplência.
Nos imóveis residenciais, a taxa dos aluguéis acima de R$13 mil caiu 0,21 p.p., saindo de 5,96% em agosto para 5,75% em setembro.
Em se tratando dos imóveis comerciais — classe com maior índice de inadimplência — a queda foi de 0,18 p.p. ante agosto, fechando o mês em 4,32%.
Os dados do Índice Superlógica revelam que a base e o topo da pirâmide do mercado locatício — seja residencial ou comercial — são as faixas que concentram os maiores percentuais.
No caso dos apartamentos, a inadimplência do aluguel fica em 5,2% quando o preço mensal é de até R$ 1 mil. Em praticamente todas as demais faixas, fica abaixo de 2%. No entanto, quando o aluguel do apartamento supera R$ 13 mil, o índice fica em 4,58%.
No caso dos imóveis comerciais, o percentual passa de 7,4% quando o preço é de até R$ 1 mil ao mês, fica na casa dos 3% em todas as demais faixas e, acima de R$ 13 mil, fica em 4,32%.