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Novo Relatório do Setor de Cozinhas Revela as Cinco Principais Tendências de Wellness

Conheça as cinco principais apostas do mercado de arquitetura para aliar funcionalidade, eficiência e saúde no seu próximo projeto

5 min

Quais são as tendências mais recentes em design e reforma de cozinhas capazes de melhorar o bem-estar dentro de casa? O que deve ser levado em consideração ao planejar um projeto para esse ambiente tão importante?

A National Kitchen & Bath Association (NKBA), entidade setorial que reúne designers, revendedores, profissionais de reforma e instalação, fabricantes e outros especialistas do segmento, incluindo este autor, acaba de divulgar seu Relatório de Tendências em Cozinhas de 2027.

Os resultados foram obtidos por meio de uma pesquisa detalhada com designers, empreiteiros e arquitetos que trabalharam em projetos de cozinhas no último ano e merecem atenção de quem planeja uma reforma completa ou uma atualização do ambiente.

Entre as dez principais tendências descritas no relatório, que tem 142 páginas, cinco se destacam pelo potencial de impacto no bem-estar dos moradores.

1. Reorganização dos espaços

Cada geração utiliza esse ambiente central da casa de maneira um pouco diferente das anteriores. Famílias com crianças têm prioridades distintas das de casais cujos filhos já saíram de casa.

Da mesma forma, pessoas com limitações físicas apresentam necessidades diferentes daquelas que não enfrentam essas dificuldades. Todas essas diferenças podem levar a uma reorganização dos espaços, especialmente na compra de imóveis antigos que precisam de atualização.

Segundo a NKBA, essa reorganização pode incluir a integração de áreas de serviço e lavanderia à cozinha. A mudança pode ser particularmente vantajosa para residências com animais de estimação e para moradores que precisam de soluções de acessibilidade.

Outra tendência identificada pelo relatório é o uso de divisórias e portas de correr para criar ambientes flexíveis e adaptáveis. Essas soluções podem permitir a criação de uma pequena estação de trabalho ou de uma área dedicada a hobbies. Também podem viabilizar uma cozinha de apoio, que mantenha fora da vista a desordem gerada pelo preparo dos alimentos em plantas abertas, nas quais a cozinha e os demais ambientes compartilham o mesmo espaço.

2. Design emocional

O relatório descreve essa tendência como a criação de cozinhas com recursos visuais, sonoros e de iluminação que estimulam os sentidos e favorecem o bem-estar.

Isso inclui o aproveitamento da luz natural, que contribui para o conforto e a saúde, além da combinação de diferentes fontes de iluminação artificial para tornar as superfícies de trabalho mais seguras e criar uma atmosfera mais acolhedora no ambiente.

“A iluminação em camadas favorece a ambientação, o desempenho nas tarefas e o conforto visual”, explica o relatório. O documento acrescenta que “a iluminação integrada amplia a funcionalidade de armários, gavetas e despensas”.

3. Simplicidade intencional

Defendo a primeira recomendação dessa tendência: maximizar a usabilidade e a funcionalidade da área existente. Sempre expressei esse conceito da seguinte maneira: “Só porque você pode fazer algo não significa que deva fazê-lo”.

O relatório sugere recomendar a ampliação da área construída apenas quando a mudança melhorar de maneira significativa a funcionalidade do espaço. Também recomenda priorizar layouts desobstruídos e dar preferência à facilidade de uso e à confiabilidade, em vez de soluções excessivamente complexas.

4. Integração com a casa conectada

Quando decidi me tornar designer de cozinhas, em 2003, um dos principais motivos foi a importância desse ambiente para a funcionalidade e o valor do imóvel.

Uma cozinha envolve todos os sistemas técnicos de uma residência, desde ventilação, encanamento e instalações elétricas até, mais recentemente, os sistemas eletrônicos. Por isso, não é um ambiente que deva ser planejado ou projetado de forma isolada.

A escolha da coifa, por exemplo, pode afetar a qualidade do ar em toda a planta do imóvel. Já o modelo de geladeira pode influenciar o nível de ruído do ambiente. As decisões sobre iluminação afetam a segurança e o conforto, como mencionado anteriormente, enquanto o sistema de abastecimento e tratamento de água pode ter impacto sobre a saúde dos moradores.

O relatório recomenda priorizar a qualidade da água por meio de sistemas de filtragem, torneiras com acionamento sem contato — especialmente úteis durante as temporadas de gripes e resfriados — e dispositivos de monitoramento, que podem acompanhar tanto a qualidade da água quanto a ocorrência de vazamentos.

O documento também recomenda promover “uma vida mais saudável por meio de melhorias na iluminação, na qualidade do ar e da água, na acústica e no desempenho energético”.

5. Planejamento para a resiliência

Esse não é um aspecto comumente associado ao design de cozinhas, mas é fundamental.

O relatório recomenda informar profissionais e consumidores sobre produtos resistentes às mudanças climáticas e os benefícios que oferecem. Também sugere demonstrar que soluções resilientes às condições climáticas podem ser esteticamente atraentes e, ao mesmo tempo, contribuir para a eficiência energética e hídrica do imóvel, seu valor no longo prazo e possíveis benefícios relacionados ao seguro residencial.

Isso pode envolver a escolha de superfícies mais resistentes à água, como armários revestidos de porcelanato, pisos e bancadas.

Matéria publicada originalmente em Forbes.com

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