Maternidade inspirou a criação de edtech para o público infantil

Quando sua filha nasceu, Graziela Alves percebeu que havia um mercado inexplorado para livros infantis personalizados.

Bruna Mattos
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Graziela com sua filha Dorothy, que serviu de inspiração para criar seus livros com avatares para cada leitor

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Com software e serviços voltados para educação e cultura, as edtechs vêm oferecendo novos caminhos para a aprendizagem e ganhando mercado no país. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Startups (Abstartup), no Brasil já foram criadas 566 startups nesse setor, onde a ex-modelo Graziela Alves encontrou seu propósito.  Neste ano, mudou de área para empreender com sua edtech de livros infantis personalizados, a Ó eu aí. A inspiração para criar a empresa veio com a maternidade. Quando nasceu sua primeira filha, Dorothy, Graziela adotou o hábito de ler para a menina constantemente. “Como uma brincadeira, eu sempre trocava o nome da personagem principal do livro pelo nome dela e pensei como seria legal se outras mães pudessem fazer o mesmo”, diz. Aqui, Graziela conta um pouco de como fez sua transição de carreira e o que já aprendeu sobre o mercado em que está dando seus primeiros passos.

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Forbes: Qual a perspectiva de crescimento para esse mercado?

Graziela Alves: A tecnologia avança muito rapidamente e está revolucionando a educação. O mercado educacional nunca mais será o mesmo e os professores terão novas ferramentas de ensino, que possibilitam ampliar a oferta de educação personalizada…acredito que o futuro esteja aí, em fazer algo que atenda cada aluno. O Brasil tem muitas dificuldades na área e, com isso, muitas oportunidades para criar produtos e serviços. 

F: Quais foram as principais dificuldades para colocar o negócio de pé?

GA: Ó eu aí é uma referência à expressão das crianças quando percebem que estão fazendo parte das histórias contadas. Elas se reconhecem e, por isso, eu queria algo personalizado. Hoje é possível a personalização do nome e do avatar com as características físicas, incluindo cor de cabelo e olhos, tom de pele e estilo de roupa. Quando comecei a pesquisar, vi que não havia muita gente fazendo isso no Brasil e percebi que a tecnologia seria minha maior aliada, mas teria que criar tudo do zero pois nenhuma tecnologia disponível era capaz da riqueza de detalhes que eu buscava. Escrevi meu primeiro livro e encarei o desenvolvimento de uma tecnologia própria.

F: Você já foi modelo. Como foi essa transição profissional?

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GA: Não me sentia mais realizada como modelo. Acredito ter tirado bom proveito da profissão, aprendi a falar fluentemente inglês e francês graças aos anos em que morei em Nova York e Paris, algo que hoje facilita minha comunicação e negociação com parceiros externos. Viajei o mundo e conheci pessoas de diversos países e culturas e aproveitei para construir uma boa rede de contatos. Eu não teria condições de estudar presencialmente em uma faculdade como sempre sonhei, então fiz administração de empresas à distância. Enquanto estudava, fundei um veículo de comunicação, o portal de notícias e entretenimento Jetss, que distribui conteúdo em mais de 10 países.

 

 

 

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