7 dicas de carreira de uma líder no ramo da moda sustentável

A empreendedora Kerry Bannigan deixa seus ensinamentos para mulheres que querem fazer a diferença

Joan Michelson
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Edward Berthelot/Getty Images
Edward Berthelot/Getty Images

Womenswear Primavera/Verão 2022, em Paris, na França

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O que você está vestindo hoje em dia? Como suas escolhas de roupas mudaram desde que você guardou as calças de moletom e vestiu calças de verdade de novo conforme a vida foi voltando depois da pandemia?

A probabilidade de você estar vestindo algo que tenha sido feito por uma mulher é uma em seis, de acordo com a ONU. E a de uma mulher ter comprado isso para você é uma em oito, já que as mulheres são responsáveis pelas compras ou influenciam 85% das decisões dos consumidores. “As mulheres millennials gastam 226% a mais em roupas por ano do que os homens”, de acordo com a empresa de tecnologia financeira Smart Asset

No entanto, poucas mulheres estão na liderança da indústria de US$ 2,4 trilhões (R$ 11,4 trilhões) da moda. Apenas 14% das 50 principais marcas de moda são lideradas por mulheres, embora cerca de 80% dos graduados da famosa Parsons School of Design, uma das principais escolas da indústria da moda, sejam mulheres.

A indústria da moda precisa de mais mulheres no topo, e de mulheres comprometidas em reduzir o enorme impacto da moda no meio ambiente. Como toda indústria.

Estatísticas assustadoras = oportunidade

Aqui estão apenas algumas estatísticas sobre o impacto da indústria da moda no meio ambiente. Ela contribui com 8,1% das emissões mundiais de gases de efeito estufa e entre 20% e 35% dos microplásticos no ambiente marinho. Também usa grandes quantidades de água: são necessários 10 mil  20 mil litros para fazer uma camisa e uma calça jeans, de acordo com o hub de moda sustentável Ecothes.

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O relatório State of Fashion 2022, da consultoria McKinsey, diz que o esforço para que o setor se torne mais ecológico apresenta enormes oportunidades de crescimento – ou seja, empregos e possíveis promoções. É hora de a indústria da moda ser majoritariamente dirigida por seu consumidor primário: mulheres e mulheres socialmente responsáveis.

Leia também: Moda inclusiva e sustentável é um bom negócio para estas mulheres

Tomando uma atitude

Kerry Bannigan está colocando seu dinheiro, tempo, sua rede de contatos e suas roupas onde seus valores estão para tentar mudar o rumo da moda, como fundadora e CEO do Fashion Impact Fund (Fundo de Impacto da Moda, em tradução livre) e da Conscious Fashion Campaign (Campanha de Moda Consciente). O Escritório das Nações Unidas para Parcerias é um dos seus diversos parceiros na campanha.

Existem várias outras organizações tentando limpar a indústria da moda também, incluindo a Sustainable Fashion Coalition (Coalizão de Moda Sustentável) e organizações sem fins lucrativos como a Fabscrap.

Confira dicas de carreira para mulheres que querem fazer a diferença:

  1. Pergunte a si mesma “Eu estou feliz?”: Essa é uma pergunta que Bannigan se faz frequentemente. E acrescente “O que me faria feliz?” 
  2. Vá em frente: “Não importa o quão louco pareça. É só fazer. Vivemos numa sociedade de rótulos e, para mim, é tudo falso. Se você quiser dar o primeiro passo, vá em frente. Trata-se de quebrar barreiras.”
  3. Mantenha seu salário enquanto você se descobre: ​​“Nem sempre estamos em uma situação em que podemos deixar o emprego atual para dedicar um tempo para descobrir o nosso propósito”, diz Bannigan. Portanto, não deixe seu emprego até que você tenha outra renda alinhada.
  4. “Pesquise o que está por aí”: “Se você não tem certeza de qual é o seu próximo passo, e pode participar de eventos, como você pode ajudar neles?” Por exemplo, pergunte se você pode fazer um projeto com eles para aprender mais.
  5. Pergunte, pergunte, pergunte: Peça o trabalho ou a tarefa que deseja, ou crie um projeto especial para mostrar sua coragem e se posicionar para o próximo degrau.
  6. Esteja disposta a tentar algo novo: “Sempre há algo a aprender em cada capítulo”, afirma Bannigan.
  7. Faça o bem onde estiver: “As pessoas não precisam deixar o trabalho em que estão para fazer o bem. Elas podem fazer isso internamente. Elas podem lutar por algo em que acreditam em sua empresa atual. Podemos fazer o bem seja dando nosso tempo, recursos, compartilhando nossa rede e até mesmo doando”, diz Bannigan.

“Estamos em um espaço e tempo na sociedade em que todos temos um papel a desempenhar na condução da mudança.”

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