Desde o último domingo (13), as quadras do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, recebem grandes estrelas nacionais e internacionais do tênis feminino na segunda edição do SP Open, torneio que integra o circuito mundial da WTA 250.
Em sua estreia, em 2025, o evento reuniu 33 mil pessoas e 38 patrocinadores, marcando o retorno da capital paulista ao calendário oficial da Associação de Tênis Feminino após 25 anos. “O SP Open tem o papel de mostrar que o Brasil também pode ser protagonista no tênis feminino”, diz Marcia Casz, diretora-geral do torneio e à frente também do Rio Open.

O sucesso de mercado se mantém: mais de 45 marcas apoiam o evento nesta edição, que projeta uma alta de 15% no faturamento e já registrava filas para entrada mesmo sob chuva no início da semana.
“Estamos vivendo um crescimento do circuito feminino, com o surgimento de referências brasileiras”, afirma a executiva. “Quanto mais visibilidade as atletas conquistam, maior o interesse do público.”

Nomes como Luisa Stefani — vencedora da última edição na chave de duplas ao lado da húngara Tímea Babos —, Laura Pigossi e Nauhany Silva já iniciaram suas campanhas em busca de uma vaga na final, marcada para o próximo domingo (20).
A chave principal de simples conta com 32 tenistas, além de 16 no qualificatório e 16 parcerias nas duplas. Ao todo, 11 brasileiras participam da competição. Enquanto algumas já foram eliminadas, outras seguem na disputa.
A seguir, conheça as atletas que representam o Brasil no SP Open 2026
Luisa Stefani

“Vir a São Paulo é muito mais do que buscar um resultado. No ano passado, tivemos uma semana incrível e compartilhar aquele título com as brasileiras na final foi memorável. O evento celebra a grandiosidade do tênis feminino, a união dos torcedores e a importância de inspirar as próximas gerações. Como tenista profissional, espero retribuir esse apoio e mostrar o que vivemos para alcançar o sucesso.”
Laura Pigossi

“Ter um torneio desse nível no Brasil, com a presença de tantas tenistas brasileiras, é uma oportunidade incrível para aproximar o público do nosso esporte e, principalmente, para mostrar a força do tênis feminino brasileiro. Acho muito importante termos cada vez mais espaço, visibilidade e investimento no esporte feminino, porque isso inspira novas gerações e ajuda a criar ainda mais oportunidades para as meninas que sonham em seguir esse caminho.”
Ingrid Martins

“Quero que cada vez mais crianças e meninas possam acreditar que elas podem estar aqui nesse torneio jogando tênis e vivendo essa vida no esporte profissional, sendo treinadora ou trabalhando em eventos de tênis. Não importa a posição que elas tiverem, mas que elas podem fazer parte disso. É uma alegria poder ver isso sendo realizado aqui em São Paulo, que é uma cidade que eu venho desde os meus 10 anos. Eu também sonhava em jogar nesses eventos.”
Nauhany Silva

“Disputar um torneio WTA no Brasil tem um significado ainda maior por ser no Parque Villa-Lobos, um lugar que traz muitas lembranças da minha infância. Desde pequena eu frequentava o parque com meu pai para jogar tênis. É importante termos um evento como esse, dando mais visibilidade para o tênis e para o esporte feminino. É uma oportunidade do público acompanhar de perto grandes atletas e também inspirar outras meninas a praticarem esportes.”
Victória Barros

“Esse momento é lindo para o Brasil. Que cada jogadora continue o seu trabalho com sua equipe buscando o seu sonho. Continuo trabalhando muito o meu tênis para estarmos junto com as melhores jogadoras top 100 WTA.”
Gabriela Cé

“É importante a gente ter a oportunidade de divulgar o nosso trabalho e difundir cada vez mais o tênis feminino. Quero mostrar o quanto nós somos batalhadoras, determinadas e merecemos o nosso espaço.”
Ana Candiotto

“Faço parte dessa nova geração que está chegando agora, mas tive muitas referências importantes. Sou muito grata a todas as meninas que vieram antes e abriram esse caminho deixando tudo mais fácil, vendo e acreditando que a gente também pode chegar lá como elas chegaram.”
Luiza Fullana

“Além da oportunidade dentro de quadra, ter um torneio desse nível aqui também traz muita visibilidade para nós, atletas. Muitas vezes, as pessoas passam a conhecer uma jogadora durante a competição, acompanham os jogos, começam a seguir, torcer e querer saber mais sobre a nossa trajetória. Isso cria uma conexão entre as atletas e o público. Quanto mais espaço e visibilidade o tênis feminino tiver, mais meninas vão se enxergar nesse lugar e acreditar que também podem chegar a grandes palcos.”
Rebeca Pereira

“É de uma importância tremenda ter esse torneio no nosso país, porque coloca um holofote muito grande no nosso tênis feminino, que tem uma força absurda. Também é uma oportunidade para nós jogarmos junto com a torcida.”
Marjorie Souza

“Ter um WTA 250 aqui no Brasil faz o público ficar um pouquinho mais perto de jogadoras grandes que geralmente é raro de se assistir em casa e dar um holofote para o esporte feminino no geral. A minha expectativa é entrar dentro da quadra e ser feliz. Não é todo dia que a gente tem meninas tão boas para treinar junto nesse nível, como algumas que estão no ranking 100 do mundo.”
Carolina Meligeni Alves

“São poucas as oportunidades que temos de competir em casa, e o SP Open é o maior torneio feminino do país. Poder sentir de perto a torcida, receber esse carinho e contar com o apoio das pessoas que vão acompanhar a gente durante a semana torna tudo ainda mais especial.”