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Pela Primeira Vez, Mulheres São Maioria entre os 10 Tenistas Mais Bem Pagos

Retorno de Serena Williams às quadras elevou a linha de corte e garantiu seis atletas femininas no topo do ranking

8 min

O ranking financeiro do tênis teve um empurrãozinho inesperado este ano, quando Serena Williams voltou às quadras após um hiato de quase quatro anos. A lenda de 44 anos acumulou um faturamento estimado em US$ 40,1 milhões no último ano, garantindo a 3ª posição na lista Forbes dos tenistas mais bem pagos do mundo em 2026, atrás apenas de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz.

A maior parte dessa bolada vem de seus patrocínios e outros empreendimentos — Serena faturou apenas US$ 131.932 em premiações em quadra este ano, tendo disputado apenas quatro torneios antes do US Open.

A presença da americana ajudou a elevar a linha de corte da lista para US$ 17,4 milhões — estabelecida por Elena Rybakina — e garantiu a presença de mais mulheres (seis) do que homens (quatro) no top 10 pela primeira vez na história do ranking da Forbes.

Em mais um sinal do excelente momento do tênis feminino, Coco Gauff — a atleta feminina mais bem paga do mundo nos últimos dois anos — foi ultrapassada não apenas por Serena, mas também por Aryna Sabalenka, que aparece na 4ª posição no ranking geral com US$ 36,1 milhões estimados.

Igualdade salarial no tênis?

Esses resultados não significam que tenistas homens e mulheres estejam em pé de igualdade financeira. Historicamente, os homens sempre tiveram mais espaço e contratos de patrocínio mais lucrativos. E embora os quatro torneios do Grand Slam há muito tempo paguem o mesmo prêmio aos campeões e campeãs, a disparidade salarial continua existindo nos torneios menores.

Ao mesmo tempo, o debate sobre a remuneração dos atletas vai muito além da questão de gênero. Nos últimos dois anos, vários dos principais astros do tênis se uniram para exigir que os quatro Grand Slams destinem uma fatia maior de suas receitas às premiações. O jornal The Guardian revelou recentemente que o valor total distribuído em Wimbledon foi de cerca de 14% do faturamento do torneio.

Em um protesto coordenado em Roland Garros este ano, diversos tenistas restringiram suas entrevistas à imprensa, o que levou tanto Wimbledon quanto o US Open a implementarem aumentos significativos nas premiações. Além disso, este mês, os quatro Grand Slams anunciaram conjuntamente a criação de um conselho de jogadores para dar aos atletas maior poder de voz nos torneios.

Veja quem são as tenistas mais bem pagas de 2026

US$ 40,1 milhões

Idade: 44 | Nacionalidade: EUA | Em quadra: US$ 0,1 milhão • Fora de quadra: US$ 40 milhões

John Walton/PA Images/Getty Images

Serena encerrou um hiato de quase quatro anos em junho, quando voltou a disputar Wimbledon. Desde então, jogou duplas em três torneios e, nesta semana, estreia na chave de duplas mistas do US Open ao lado de Carlos Alcaraz.

Uma coisa é certa: a lenda de 44 anos não voltou às quadras por dinheiro. A Forbes estima o patrimônio líquido de Serena em US$ 400 milhões, tornando-a a mulher mais rica do mundo a construir sua fortuna trabalhando como atleta.

Ela atua ativamente tanto como investidora – por meio de sua empresa Serena Ventures – quanto como embaixadora de marcas. Patrocinada pela Nike há 23 anos, mais recentemente Serena fechou parcerias com Heineken, Factor e Ro, tornando-se a garota-propaganda da campanha da empresa voltada para medicamentos à base de GLP-1.

Serena também é “empreendedora residente” da Reckitt Catalyst, uma incubadora da gigante do setor de bens de consumo, e serviu de modelo para uma nova boneca Barbie – vestindo, intencionalmente, um terno de negócios em vez de uma saia de tênis.

US$ 36,1 milhões

Idade: 28 | Nacionalidade: Bielorrússia | Em quadra: US$ 13,1 milhões • Fora de quadra: US$ 23 milhões

Robert Prange/Getty Images

À medida que Sabalenka avança rumo ao US Open, ela não busca apenas o seu terceiro título consecutivo no torneio, mas luta para se manter na liderança do ranking da WTA. Sabalenka, que está no topo há quase dois anos ininterruptos, precisa vencer o torneio para manter sua posição; caso contrário, cederá o posto a Elena Rybakina, Jessica Pegula ou Coco Gauff, a depender dos resultados.

Sabalenka venceu três torneios em 2026 – Miami, Indian Wells e Brisbane – e esteve movimentadíssima fora das quadras, fechando parcerias este ano com meia dúzia de marcas, incluindo a companhia aérea Emirates, a joalheria Material Good e a cerveja Stella Artois.

Ela também participou de um jogo superproclamado promovido como “Batalha dos Sexos” em dezembro, perdendo para Nick Kyrgios em Dubai, além de exibições em Hong Kong, Atlanta e Nova York.

US$ 35,5 milhões

Idade: 22 | Nacionalidade: EUA | Em quadra: US$ 7,5 milhões • Fora de quadra: US$ 28 milhões

Robert Prange/Getty Images

A fase de Gauff tem sido inconsistente desde que ela conquistou seu segundo título de Grand Slam em simples em Roland Garros 2025. No entanto, a americana de 22 anos chega ao US Open vinda de semifinais em Wimbledon e no Aberto do Canadá, além de um título em Cincinnati.

Fora das quadras, Gauff é patrocinada por mais de dez marcas, tendo anunciado este mês um acordo com os anéis inteligentes Oura. Ela também atuou como produtora executiva em dois curtas documentais para o Tennis Channel recentemente.

E Gauff tem extraído das redes sociais mais do que apenas um espaço para promover seus parceiros comerciais: em março, ela deu os créditos a um usuário do X por notar que ela deveria subir mais à rede – estratégia que a ajudou a vencer sua partida no Miami Open.

US$ 22,6 milhões

Idade: 23 | Nacionalidade: China | Em quadra: US$ 0,6 milhão • Fora de quadra: US$ 22 milhões

Robert Prange/Getty Images

Uma lesão no cotovelo forçou Zheng a passar por uma cirurgia em julho de 2025. Desde então, ela não conseguiu recuperar a forma física que lhe rendeu a medalha de ouro olímpica nos Jogos de Paris 2024. O jejum fez seu ranking de simples despencar para a 121ª posição, obrigando-a a encarar o duro caminho do qualifying no US Open.

Contudo, a jovem de 23 anos continua impossível de ser ignorada em sua terra natal, estampando campanhas de marcas como Alipay, a rede de chás Chagee e a produtora de laticínios Yili Group. Zheng também anunciou acordos este ano com a Turkish Airlines e a Qwen, plataforma de inteligência artificial da Alibaba.

US$ 20,5 milhões

Idade: 25 | Nacionalidade: Polônia | Em quadra: US$ 5,5 milhões • Fora de quadra: US$ 15 milhões

Robert Prange/Getty Images

Vencedora de seis títulos de Grand Slam, incluindo o US Open de 2022, Swiatek ainda tem um longo caminho até alcançar o recorde de Serena Williams. No entanto, a polonesa de 25 anos vem tirando a diferença na categoria Masters 1000.

Swiatek venceu o Aberto do Canadá este mês, faturando seu 12º troféu na categoria introduzida em 2009 – o que a deixa a apenas um do recorde de Serena. Ela agora tem um retrospecto de 26 vitórias e 5 derrotas em finais de torneios da WTA, o que lhe dá o melhor aproveitamento entre todos os tenistas (homens e mulheres).

Swiatek, que conta com o apoio de patrocinadores como Coach, On e Oral-B, é também a única tenista a alcançar a terceira rodada em todos os Grand Slams desde o início de 2020.

US$ 17,4 milhões

Idade: 27 | Nacionalidade: Cazaquistão | Em quadra: US$ 11,4 milhões • Fora de quadra: US$ 6 milhões

Katelyn Mulcahy/WTA/Getty Images

Rybakina começou 2026 do mesmo jeito que terminou 2025: com uma grande vitória. Após triunfar no WTA Finals em novembro e faturar US$ 5,2 milhões em premiações – até aquele momento, o maior cheque já pago a uma campeã na história do tênis feminino –, Rybakina superou Aryna Sabalenka na conquista do Australian Open em janeiro.

Agora, a tenista de 27 anos busca seu terceiro título de Grand Slam na carreira no US Open, onde jamais passou da quarta rodada. Uma boa campanha no torneio seria um prato cheio para patrocinadores que incluem o Bank RBK do Cazaquistão, os relógios Vanguart e a marca Yonex.

Metodologia

O ranking da Forbes dos Tenistas Mais Bem Pagos do Mundo reflete os ganhos em quadra nos últimos 12 meses, contados a partir do US Open de 2025, incluindo premiações e repasses aos jogadores do programa de divisão de lucros e do fundo fixo de bônus do ATP Tour.

Os bônus fixos correspondem à temporada de 2025; como os números da divisão de lucros desse ano ainda não foram finalizados, a Forbes incluiu os pagamentos da temporada de 2024, recebidos pelos atletas em 2025. Os valores referentes ao desempenho em quadra são arredondados para a casa dos US$ 100 mil mais próxima e convertidos para dólares americanos quando necessário.

As estimativas de ganhos fora das quadras, arredondadas para a casa dos milhões de dólares mais próxima, são apuradas por meio de entrevistas com especialistas do setor e refletem as receitas de contratos de patrocínio, licenciamento, colecionáveis, presenças VIP e jogos de exibição, bem como o retorno financeiro de empreendimentos nos quais os atletas possuam participação relevante.

A lista contempla atletas que estiveram ativos ao longo desse período de 12 meses. A Forbes não contabiliza rendimentos de investimentos, como juros ou dividendos, mas considera os lucros decorrentes da venda de participações acionárias. A Forbes não deduz impostos nem comissões de empresários.

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