Embora seja impossível mapear todos os fatores que afetam as mulheres no mercado de trabalho global — dadas as diferenças de cultura, setor, padrão de vida e normas corporativas —, algumas demandas são universais.
Segundo o relatório Global Women @ Work de 2026 da Deloitte, que ouviu 7.500 profissionais em 15 países, os cinco principais fatores para a retenção de talentos femininos são: oportunidades de carreira, modelos de trabalho flexíveis, cultura corporativa segura e inclusiva, apoio à saúde mental e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Isso se reflete nos dados: entre as 43% das mulheres que manifestaram o desejo de deixar seus empregos atuais, o principal motivo apontado foi a falta de oportunidades de crescimento (45%). Em seguida, destacam-se a possibilidade de ganhar mais exercendo a mesma função na concorrência (42%), a falta de flexibilidade de horários (33%) e a dificuldade em conciliar a vida profissional e pessoal (33%).
Ao mesmo tempo, 54% das entrevistadas afirmaram estar felizes com seus empregos e sem planos de pedir demissão, indicando que uma boa parcela das empresas está no caminho certo.
Para reconhecer os empregadores que apoiam o desenvolvimento feminino, oferecem remuneração competitiva, garantem flexibilidade e promovem um ambiente positivo, a Forbes elaborou a 6ª edição anual da lista das Melhores Empresas do Mundo para Mulheres.
O ranking reúne 400 companhias de mais de 40 países que se destacam por suas práticas de gestão e iniciativas voltadas à equidade de gênero.
Pelo segundo ano consecutivo, a Microsoft lidera a lista. Gigantes como Apple, L’Oréal, Coca-Cola e Unilever também marcam presença no top 10.
O Brasil conquistou espaço no ranking global com sete representantes nesta edição. A Natura é a empresa nacional mais bem posicionada, dando um salto do 57º lugar em 2025 para a 28ª posição. “O avanço de 29 posições nesta edição é motivo de celebração para todos nós”, afirma Paula Benevides, vice-presidente de pessoas, cultura e organização da Natura. “Buscamos traduzir essa agenda em decisões, políticas e iniciativas que ampliem a representatividade, a autonomia e as oportunidades para as mulheres, dentro e fora da companhia. Esse reconhecimento também nos lembra que temos a responsabilidade de seguir evoluindo.”
Veja quais são as 7 brasileiras na lista Forbes das Melhores Empresas do Mundo para Mulheres:
- Natura Cosméticos (28º)
- Nubank (93º)
- Embraer (95º)
- Bradesco (145º)
- Vale (151º)
- Banco do Brasil (216º)
- Petrobras (281º)
A seguir, confira as 10 Melhores Empresas do Mundo para Mulheres
1. Microsoft
Setor: TI, software e serviços
Ano de fundação: 1975
Sede: Redmond, Washington, Estados Unidos
2. Apple
Setor: Semicondutores, eletrônicos e engenharia elétrica
Ano de fundação: 1976
Sede: Cupertino, Califórnia, Estados Unidos
3. Manulife
Setor: Bancos e serviços financeiros
Ano de fundação: 1887
Sede: Toronto, Ontário, Canadá
4. L’Oréal

Setor: Bens de consumo
Ano de fundação: 1909
Sede: Paris, França
5. MAIF
Setor: Seguros
Ano de fundação: 1934
Sede: Niort, França
6. Absa Group
Setor: Bancos e serviços financeiros
Ano de fundação: 1991
Sede: Joanesburgo, África do Sul
7. Desjardins
Setor: Bancos e serviços financeiros
Ano de fundação: 1900
Sede: Lévis, Quebec, Canadá
8. Coca-Cola
Setor: Alimentos, bebidas não alcoólicas, álcool e tabaco
Ano de fundação: 1892
Sede: Atlanta, Geórgia, Estados Unidos
9. Johnson & Johnson
Setor: Fármacos e biotecnologia
Ano de fundação: 1886
Sede: New Brunswick, Nova Jersey, Estados Unidos
10. Unilever

Setor: Bens de consumo
Ano de fundação: 1929
Sede: Londres, Reino Unido
Veja a lista completa com as 400 companhias da lista Forbes Melhores Empresas do Mundo para Mulheres aqui.
Metodologia
Para definir a lista, a Forbes fez uma parceria com a empresa de pesquisa de mercado Statista e entrevistou aproximadamente 140 mil mulheres que trabalham em multinacionais em 61 países. Para ser considerada para o ranking, cada companhia precisava atuar em pelo menos duas das seis regiões continentais do mundo.
As participantes foram questionadas se recomendariam seus empregadores a amigos ou familiares e avaliaram a organização tanto em práticas gerais de trabalho quanto em questões específicas de gênero, como equidade salarial, respostas da liderança a denúncias de discriminação contra mulheres e se homens e mulheres têm as mesmas oportunidades de progressão na empresa.
Além disso, as mulheres foram questionadas a respeito de outras questões: se a empresa combate estereótipos de gênero por meio de seus produtos, campanhas de marketing ou iniciativas; se os líderes usam suas plataformas para promover a igualdade de gênero; e se a organização esteve envolvida em escândalos relacionados a gênero.
Por fim, as empresas elegíveis foram avaliadas para determinar a porcentagem de mulheres em cargos de liderança. Todas essas informações foram agregadas e combinadas com os dados de pesquisa coletados nos últimos três anos, com maior peso para os dados mais recentes.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com