Pesquisa aponta insatisfação dos brasileiros com home office e homeschooling

Delmaine Donson/Getty Images
Delmaine Donson/Getty Images

Os resultados mostram que a maior parte das pessoas (58%) expressa sentimentos negativos em relação às atividades mapeadas

Pouco mais de um ano depois da confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, a Sentimonitor, plataforma de inteligência artificial para extração de insights e big data, divulgou um relatório sobre o comportamento atual em relação ao home office e ao homeschooling diante da aceleração dos processos de digitalização e do distanciamento social. 

O estudo, realizado entre os dias 1 e 12 de março, analisou mais de 65 mil postagens nas redes sociais Instagram, Facebook, YouTube e Twitter, além das interações e enquetes promovidas pela startup Benditas Mães, para entender o que as pessoas estão falando a respeito e como estão se sentindo atualmente em relação aos dois cenários. Foram consideradas apenas postagens em língua portuguesa e utilizadas as variações das palavras “home office” , “trabalho remoto” , “tele trabalho” e “homeschooling”, com o objetivo de abranger as diferentes formas de escrita dos usuários e contemplar o maior conteúdo possível. 

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Os resultados mostram que a maior parte das pessoas (58%) expressa sentimentos negativos em relação às atividades mapeadas. As principais reclamações estão relacionadas ao “vai e vem” do home office, à falta de convívio social e à saudade de sair de casa, dos amigos e colegas de trabalho. O levantamento também destacou a ergonomia e a falta de condições ideais para operar em casa, com queixas relacionadas a dores de cabeça e coluna. O prolongamento do distanciamento social, a falta de espaço em casa e o barulho causado inclusive por vizinhos são fatores apontados pelos participantes da pesquisa. 

Para os outros 42% que apresentaram sentimentos positivos em relação ao home office e ao homeschooling, a justificativa é a possibilidade de maior contato diário com familiares, filhos e pets, mais tempo para si e maior flexibilidade, além da economia de tempo e dinheiro, principalmente relacionada ao deslocamento. 

Ainda assim, as práticas remotas evidenciaram um estresse familiar, com relatos de mães mencionando o acúmulo de funções da casa, do trabalho e do acompanhamento dos filhos nas aulas.

Como dados complementares à pesquisa de social listening, a startup parceira no estudo, Benditas Mães, promoveu uma enquete em suas redes sociais, com 110 respostas exclusivas via Instagram. Os resultados apontam que 82% das mães associam o homeschooling a sentimentos negativos, representados por emojis “tristes”, 70% relacionam o ensino à distância a estresse, ansiedade e ineficiência, 60% sentem-se menos produtivas no trabalho remoto e 40% associam o home office a sentimentos como ansiedade e sobrecarga.

Os resultados indicam que a dificuldade em separar a vida pessoal do trabalho se intensificou na pandemia para a maioria dos brasileiros. “Percebemos problemas que precisam de atenção, principalmente relacionados à ergonomia, alimentação e diminuição drástica no convívio social. Por outro lado, notamos relatos positivos, como o maior tempo dedicado aos filhos e família e a possibilidade de dormir um pouco mais. O home office e o homeschooling, embora mais comuns, ainda sofrem um processo de adaptação”, concluiu o documento.

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