Startup de compras programadas de supermercado capta R$ 120 milhões em série B

Gabriel Reis
Gabriel Reis

Os cofundadores da Shopper Fábio Rodas (CEO) e Bruna Vaz (COO)

A Shopper, startup que oferece serviço de abastecimento mensal de itens de supermercado, acaba de captar R$ 120 milhões em rodada série B. Os fundos de venture capital Quartz e Minerva lideraram o aporte, que contou também com a participação dos norte-americanos FJ Labs e Floating Point VC e de investidores como Ariel Lambrecht, cofundador da 99, e Márcio Schettini, ex-diretor-geral de varejo do Itaú. Os recursos serão empregados para acelerar a expansão geográfica da empresa e o ritmo de contratações.

A captação de recursos ocorre dois anos depois do último aporte, uma série A de R$ 10 milhões liderada pela Quartz – fundo de José Galló, presidente do conselho da Renner -, e pelo Canary. Antes das chamadas “rodadas institucionais” de investimentos, a startup captou recursos com investidores-anjo, como em novembro de 2016, quando levantou R$ 450 mil. O negócio começou com capital próprio dos dois fundadores, Fábio Rodas e Bruna Vaz, estimado em R$ 20 mil.

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Desde sua fundação em 2015, a Shopper possui um modelo flexível de compra de produtos de supermercado. O consumidor que se cadastra na plataforma seleciona os itens que deseja para abastecer sua casa e escolhe o dia em que quer receber a entrega. No mês seguinte, a startup se prepara para realizar o mesmo pedido, a não ser que haja alguma mudança em quantidades ou marcas dos itens pré-selecionados.

Não existe uma taxa fixa pela assinatura mensal do serviço. O consumidor paga apenas pela cesta de itens que selecionou e pode deixar uma nova compra agendada para a data que desejar. “Não funcionamos por modelo de assinatura e também não somos um e-commerce tradicional”, afirma o cofundador e CEO Fábio Rodas. “Nós somos um supermercado online que é baseado em compras programadas.”

PLANOS DE EXPANSÃO

Com os recursos injetados pela Quartz, Minerva e outros investidores, o foco principal da Shopper é expandir sua atuação pelo estado de São Paulo. A startup quer passar de uma cobertura de 22 cidades para 60 até o final deste ano. Para isso, programa a abertura de novos centros de distribuição para armazenar os mais de 6.000 itens que possui em seu portfólio. Hoje, a companhia conta com dois armazéns, um na Barra Funda, na grande São Paulo, e um em Osasco (SP).

Além da expansão geográfica, a startup também quer dobrar o time ainda este ano. A previsão é passar de 500 para 1.000 colaboradores até dezembro, com foco de contratação principalmente nos times de operação, marketing e tecnologia. “Todos os sistemas que utilizamos são feitos dentro de casa, desde o CRM [software de atendimento aos clientes] até os programas de roteirização de entregas”, afirma Rodas. “Queremos investir na equipe de tecnologia para continuar com bom atendimento e experiências de consumo.”

Com essas duas frentes de aceleração, a Shopper deve manter a sua taxa de crescimento dos últimos três anos. “Em 2018, 2019 e 2020, nós crescemos quatro vezes em faturamento em comparação com o ano imediatamente anterior”, diz Rodas. “Essa é a nossa perspectiva para 2021 também.” A startup não abriu os números de sua operação.

A plataforma da startup conta, atualmente, com mais de 250 mil usuários cadastrados e administra a demanda por meio de uma fila de espera. “Nós poderíamos escolher a via de crescimento rápido, mas qualidade é algo inegociável para nós”, diz o empreendedor. “Ativamos essa fila no pico de demanda pelo nosso serviço para conseguir dar conta de atendermos todos os clientes com calma.”

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