5 aspectos fundamentais para ter um empreendimento digital de sucesso, segundo André Siqueira

Cofundador da RD Station alerta que uma boa estratégia de marketing digital só vai funcionar se outros pontos igualmente importantes forem levados em consideração

Redação
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André Siqueira, cofundador da RD Station, alerta que para sobreviver no mundo online é preciso muito mais do que escolher os canais de divulgação, comprar anúncios ou operar as redes sociais

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Já faz algum tempo que viver sem a internet é praticamente impossível, tanto do ponto de vista pessoal, quanto de negócios. Essa dependência do mundo digital ficou ainda mais evidente com a crise sanitária da Covid-19, que obrigou milhares de empresas a se digitalizarem do dia pra noite. Segundo levantamento do Sebrae em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgado em janeiro deste ano, 70% das micro e pequenas empresas em operação no país fazem uso das redes sociais, aplicativos ou da internet para impulsionar suas vendas. Em maio de 2020, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

André Siqueira, cofundador da RD Station, empresa que opera uma plataforma completa de ferramentas de marketing digital recentemente adquirida pela TOTVS por R$ 1,86 bilhão, alerta que para sobreviver no mundo online é preciso muito mais do que escolher os canais de divulgação, comprar anúncios ou operar as redes sociais. “É preciso ter uma base forte para que tudo isso funcione bem. Sem ela não será possível escalar seus investimentos”, afirma. De acordo com o especialista, para que esta base seja sólida, alguns elementos são fundamentais.

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Veja, na galeria de fotos a seguir, 5 fatores que André Siqueira, que também é autor do livro “Máquina de Aquisição de Clientes – Práticas Modernas para Gerar Crescimento Explosivo com Marketing e Vendas”, aponta para que os empreendimentos digitais tenham sucesso:

  • Alistair Berg/Getty Images

    Qualidade do produto

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    Para Siqueira, o pressuposto do marketing atual é ajudar as pessoas a resolverem um problema. Nesse sentido, indicar um produto ruim definitivamente não é uma boa estratégia de marketing. “Mesmo que a empresa force a venda, se o produto for de baixa qualidade, vai ser difícil impedir o boca a boca da clientela relatando experiências ruins ou indicando produtos melhores. No médio e no longo prazos, o fracasso de sua empreitada será certo”, diz.
    Ainda nesse quesito, o cofundador da RD Station aborda o cliente ideal. Isso porque há muitas empresas que acreditam que podem começar oferecendo um produto de baixa qualidade e ir melhorando a experiência aos poucos. Para o especialista, muitas vezes melhorar a experiência está relacionado com encontrar o cliente ideal e saber trabalhar a expectativa criada por ele. “Ambas as ações impactam bastante o processo de aquisição de clientes. Se isso não for feito direito, pode significar recomeçar o processo todo do zero e o desperdício de muito esforço e investimento”, diz.
    Saber se o seu produto é bom ou ruim nem sempre é tarefa fácil. Segundo Siqueira, o melhor indicador que a empresa tem de que fez algo relevante é a alta retenção, ou seja, o cliente continuar voltando e comprando. Medir isso de forma precisa, contudo, às vezes leva tempo. Por isso, para facilitar o processo, ele recomenda usar indicadores intermediários como o Net Promoter Score (NPS), que mede a fidelidade do cliente ao produto.

  • John Lund/Getty Images

    Conhecimento profundo do público-alvo

    “Entender muito bem o que é a buyer persona e como é sua jornada de compra é fundamental para conseguir desenhar uma estratégia de marketing e vendas adequada”, explica Siqueira. Segundo ele, é por meio deste conhecimento que será possível determinar o conteúdo e o tom de sua estratégia, assim como os canais de aquisição e de relacionamento, o tipo de benefício do produto a ser destacado na comunicação, entre outros aspectos.
    Siqueira explica que o quanto determinado tema faz parte da jornada do cliente é que definirá a forma como a empresa o abordará em seu conteúdo de marketing. Do mesmo modo, a decisão pela rede social a ser utilizada no processo de divulgação e aquisição deve partir do costume do cliente em utilizar determinada ferramenta em detrimento de outra.

  • 10'000 Hours/Getty Images

    Posicionamento de marca

    O cofundador da RD Station afirma que a empresa precisa ter uma boa compreensão de seu diferencial, ou seja, das razões que a levam a ser escolhida no lugar da concorrente. “Este entendimento ajuda a definir os argumentos-chave do conteúdo de marketing e passar mais verdade nele”, diz.
    Para ele, um posicionamento adequado reflete aquilo que naturalmente os clientes sentem quando ouvem falar o nome da empresa. “Nesse sentido, o posicionamento não é uma simples definição, o que a empresa fala de si mesma, mas o que ela é na prática, resultado da experiência do cliente em todos os pontos de contato com a companhia”, destaca.

  • Cavan Images/Getty Images

    Domínio da matemática do produto

    O especialista traduz o termo como a capacidade de saber o quanto um cliente gasta com sua empresa, o quanto a empresa dispende financeiramente para produzir um produto ou entregar um serviço, qual a margem de lucro e, por fim, o quanto a empresa está disposta a investir em marketing e vendas a partir dessa margem.
    De acordo com ele, o processo de aquisição de clientes, por meio de estratégias de marketing e vendas, depende fundamentalmente dessa conta. “Não se trata apenas de obter o máximo de número de clientes, mas de consegui-los em um contexto financeiro adequado”, explica.

  • Morsa Images/Getty Images

    Máquina de aquisição de clientes

    O quinto aspecto para estabelecer uma base forte de investimento em marketing digital abarca todos os outros até agora mencionados e acrescenta mais algumas condições. Trata-se de montar uma máquina de aquisição de clientes, com práticas e técnicas para consolidar um funil de vendas. “É uma compilação dos melhores canais para relacionamento e aquisição de clientes, levando em conta as nuances de cada contexto de venda e consumo. Também se trata de destacar a importância de priorizar determinada estratégia em vez de escolher várias a esmo e de fazer a análise dos resultados, além de recomendar que as empresas tenham um cuidado especial com três pilares essenciais para a obtenção de resultados: pessoas, processos e ferramentas.”

Alistair Berg/Getty Images

Qualidade do produto

Para Siqueira, o pressuposto do marketing atual é ajudar as pessoas a resolverem um problema. Nesse sentido, indicar um produto ruim definitivamente não é uma boa estratégia de marketing. “Mesmo que a empresa force a venda, se o produto for de baixa qualidade, vai ser difícil impedir o boca a boca da clientela relatando experiências ruins ou indicando produtos melhores. No médio e no longo prazos, o fracasso de sua empreitada será certo”, diz.
Ainda nesse quesito, o cofundador da RD Station aborda o cliente ideal. Isso porque há muitas empresas que acreditam que podem começar oferecendo um produto de baixa qualidade e ir melhorando a experiência aos poucos. Para o especialista, muitas vezes melhorar a experiência está relacionado com encontrar o cliente ideal e saber trabalhar a expectativa criada por ele. “Ambas as ações impactam bastante o processo de aquisição de clientes. Se isso não for feito direito, pode significar recomeçar o processo todo do zero e o desperdício de muito esforço e investimento”, diz.
Saber se o seu produto é bom ou ruim nem sempre é tarefa fácil. Segundo Siqueira, o melhor indicador que a empresa tem de que fez algo relevante é a alta retenção, ou seja, o cliente continuar voltando e comprando. Medir isso de forma precisa, contudo, às vezes leva tempo. Por isso, para facilitar o processo, ele recomenda usar indicadores intermediários como o Net Promoter Score (NPS), que mede a fidelidade do cliente ao produto.

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