Mais de 30% das startups brasileiras não possuem colaboradores negros

Mapeamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) mostrou que ainda que no discurso essas empresas apoiem a diversidade, na prática o contexto é diferente.

Redação
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96,8% das startups ouvidas para a pesquisa dizem apoiar a diversidade. A maioria, porém, não possui ações para o tema, 60,7% (Crédito: Getty Images)

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Ainda que assumam compromissos de diversidade na teoria, na prática, as startups brasileiras estão longe de serem diversas e inclusivas. Um mapeamento feito pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) mostrou que 96,8% das startups ouvidas para a pesquisa dizem apoiar a diversidade. A maioria, porém, não possui ações para o tema, 60,7%. Em 31,2% delas não existem colaboradores negros.

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O mapeamento também mostra desafio da diversidade de gênero e etário. Pouco mais de 19% das startups não possuem colaboradores mulheres e 62,3% não contam com profissionais com mais de 50 anos na equipe. Pessoas transgêneros e PCDs estão em 9,2% e 8% das startups, respectivamente. Ao todo, foram ouvidas 2486 startups entre os meses de agosto e setembro. Ainda quando considerado o recorte racial, 55,1% dos fundadores autodeclaram-se pardos e 4,5%, pretos.

Outro ponto de atenção é de que a maior parte das empresas não possuem iniciativas de ESG, algo em torno de 56,1%. Também existe uma concentração regional, ou seja, 51,1% delas estão no Sudeste, mais especificamente em São Paulo.

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