Terreno virtual, uma nova opção de investimento imobiliário

A Metaverse Group, especializada em ativos no metaverso, arrematou um lote dentro da plataforma imersiva Decentraland por cerca de R$ 13 milhões.

Luiz Gustavo Pacete
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Na foto, intervenção artística que mescla espaços reais com os elementos da plataforma Decentraland por meio do uso de realidade aumentada (Crédito: Getty Images)

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Imobiliária especializada em ativos virtuais, a Metaverse Group pagou o equivalente a R$ 13 milhões por um terreno dentro da plataforma imersiva Decentraland. A criptomoeda utilizada na transação foi a Mana. De acordo com a Reuters, o terreno fica localizado em uma área chamada Fashion Street e será arquitetado para receber eventos de moda, além de lojas de roupas e avatares.

Esse é mais um, entre os casos recentes de investimentos em estratégias virtuais associadas ao conceito de metaverso. Na semana passada, a Nike anunciou a criação da Nikeland dentro do jogo Roblox. Neste caso, foi recriada a sede da companhia em 3D com o objetivo de atrair novos talentos e permitir que os fãs vejam uma outra faceta da marca. Semanas antes, a empresa já havia solicitado ao Escritório de Marcas e Patentes dos EUA o registro de ativos virtuais que levam seus logos: Nike, Jordan e o slogan Just do It.

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Quem impulsionou a discussão sobre o tema nos últimos meses foi Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, que mudou a marca corporativa de sua empresa para Meta e anunciou investimentos de mais de US$ 10 bilhões para desenvolver um metaverso próprio. No início da semana, a Gemini, empresa de criptomoedas, captou US$ 400 milhões, também com a premissa de desenvolver um metaverso que, segundo os fundadores, funcione de forma aberta, ou o oposto do que a Meta propõe.

Segundo a IHS Markit, o mercado global de realidade virtual e aumentada deve ultrapassar US$ 100 bilhões em 2022. Ana Raquel Hernandes, Head do Yahoo Creative Studios, explica que esses movimentos serão cada vez mais comuns e abrem novas possibilidades para negócios, eventos e investimentos. “Especialmente em mecânicas de ativação de experiências híbridas. Também acredito que as ferramentas de criação em 3D, como Unity e Unreal Engine, vão se tornar ainda mais populares porque a demanda corporativa pela criação de experiências imersivas e uso de gamificação em produções vai aumentar”, explica.

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Em junho deste ano, a marca italiana Gucci vendeu uma carteira virtual no game Roblox. O jogador a comprou por um valor de US$ 4.115, sendo que este mesmo produto real era vendido por US$ 2.400 na loja física. Não há dados específicos sobre quanto o metaverso deve movimentar, mas indústrias correlacionadas fazem esses números serem promissores. Somente a de games deve ultrapassar US$ 200 bilhões até 2023.

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