Um ano depois, PIX redefine a estrutura de tecnologia de bancos e fintechs

De acordo com o Banco Central, até outubro, o meio de pagamento acumulava 112,6 milhões de usuários e 348,1 milhões de chaves cadastradas .

Luiz Gustavo Pacete
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Em outubro, as transações feitas pelo PIX chegaram a R$ 502 bilhões (Crédito: Getty Images)

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O PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), completou um ano de existência em 16 de novembro. Apesar de todas as mudanças proporcionadas no dia a dia das pessoas, o impacto que a tecnologia causa altera toda um ecossistema de fintechs e bancos. Até o fim de outubro, de acordo com o BC, o PIX acumulava 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,65 milhões de usuários. E somente naquele mês, o valor movimentado foi de R$ 502 bilhões.

Bruno Samora, head de produtos Banking & Fintech da plataforma Matera, sinaliza as tecnologias e conceito em torno do PIX. “Um impacto muito relevante da tecnologia no ecossistema foi permitir que muitas carteiras digitais, até então limitadas em relação a alguns formatos de pagamento, aderissem à possibilidade. Do ponto de vista tecnológico, a mensageria foi fundamental para tornar o sistema ágil. Hoje, o PIX depende de uma dinâmica aparentemente simples, mas que roda em um sistema robusto. Quando uma transação é efetuada, ela se comunica com o Sistema de Pagamento Instantâneo do BC e, a partir daí, é efetivada.”

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De acordo com um estudo da fintech Transfeera, que analisou milhões de transações realizadas pelo sistema, em agosto de 2019, os bancos nativos digitais representavam pouco mais de 10% das operações de recebíveis de pessoas físicas dentro do PIX. Este número pulou para 30% em dezembro de 2020 e ultrapassou 50% em agosto deste ano. Por outro lado, os bancos tradicionais que tinham mais de 91% de preferência, viram uma queda de mais de 40% nos últimos três anos.

Fernando Montanari, product manager da fintech Neon, explica que, neste um ano, o PIX chegou a patamares que qualquer outra solução do mercado não alcançou. “Na Neon, podemos afirmar que, de julho a novembro deste ano, a solução representou um pouco mais de 80% das transações feitas para contas digitais. Esse crescimento é reflexo da digitalização que já estava acontecendo no País, e que se intensificou devido ao isolamento social ocasionado pela pandemia, no ano passado. A busca por crédito e por serviços financeiros digitais sem taxas também têm aumentado e trazido ainda mais clientes que buscam praticidade”, explica.

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