Ex-head do Cubo e sócia da Fisher fala sobre nova fase na carreira

Executiva será responsável por estruturar e liderar a nova frente de Corporate Relations da Venture Builder.

Luiz Gustavo Pacete
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Lorrayne Chaves

Amanda Graciano teve passagem em empresas que atuam com inovação aberta como Liga Ventures, iDEXO by TOTVS, Fundação Biominas e Tropos Lab.

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A Fisher, Venture Building que conecta startups e empresas em busca de inovação, trouxe Amanda Graciano como sócia na divisão de Corporate Venture Building. Ela será responsável por estruturar, liderar e desenvolver a frente de Corporate Relations da empresa. “Desde nossos primeiros anos, a Fisher sempre foi demandada por corporações para auxiliá-las na interação com o ecossistema, no desenvolvimento de produtos digitais e na criação de negócios de rápido crescimento. Decidimos criar a divisão da prática de Corporate Venture Building e estamos muito contentes em ter a Amanda Graciano como sócia”, revela Carlos Gamboa, responsável pela parte Institucional da Fisher. Amanda teve passagem em empresas que atuam com inovação aberta como Liga Ventures, iDEXO by TOTVS, Fundação Biominas e Tropos Lab.

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Forbes Brasil – O que representa essa virada para sua carreira?
Amanda Graciano – O mercado de inovação vive em constante mudança, hoje consigo observar diversos pontos e aspectos que evoluíram nos últimos anos. Estando imersa nesse ecossistema é inevitável não evoluir junto com o mercado. Hoje, já falamos de muitas outras possibilidades e frentes de atuação, que vão do olhar às comunidades locais à conexão com as universidades, da aceleração das startups à aceleração corporativa, dos Hubs de Inovação aos impactos estruturais nas organizações, de se falar de investimento a, de fato, acompanhar e contribuir para o desenho estratégico e construção das rodadas. Eu tive a oportunidade de passar por todos esses lugares ao longo da minha carreira, quando conheci o time da Fisher, percebi que durante as nossas conversas já falamos de uma nova onda no mercado de inovação pouco presente no Brasil.

FB – Quais as possibilidades neste novo caminho?
Amanda – A possibilidade de criar e gerar valor para os negócios possuindo como norte grandes cases globais, e tendo como base a experiência de criar negócios digitais. Ao longo da minha carreira, já possuía a marca enquanto intraempreendedora e, ao me juntar a Fisher acabo tendo esses dois olhares. O dia a dia, dores e desafios das corporações que buscam inovar e se diferenciar no mercado e, ao mesmo, tempo estou imersa na realidade das startups que estão buscando revolucionar o mercado e vivem seus desafios de crescimento. Sinto que, a virada na carreira segue as evoluções do próprio mercado. É a possibilidade de alinhar a minha veia empreendedora, colocar em prática a visão panorâmica e estratégica que desenvolvi ao longo destes anos, junto com a habilidade de criar comunidades, acompanhar empreendedores e atuar como ponte na interação entre empresas extremamente ágeis e empresas mais tradicionais e criar mais uma possibilidade para os profissionais que desejam trabalhar neste mercado. Por último, é inevitável não vibrar com este momento sendo mulher e negra. Fazer o teste do pescoço é um hábito frequente. Com este movimento também passo a fazer parte de um grupo ainda pequeno de executivas e lideranças negras no país em uma área que ainda somos minoria em qualquer posição. Sinto muito orgulho de estar ocupando também este lugar, e se depender de mim não serei a última e nem a única. Tenho uma visão que só iremos construir as grandes mudanças que o mundo e o mercado precisam, no momento que tivermos de fato todo mundo. Não existe nós sem nós.

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FB – Pode dar uma perspectiva de sua experiência anterior e o que você assume a partir de agora?
Amanda – Nas minhas experiências anteriores tive a oportunidade de liderar frentes importantes de negócios. Poucas pessoas sabem mas sou Economista e, lá no início da carreira trabalhei com Biotech, um mercado que está cada vez mais em alta, e lá já atuava com a estruturação de metodologias para desenvolvimento de negócios com a intenção de virarem startups. Desde do meu primeiro estágio sempre estive entre os dois mundos do olhar estratégico e da execução junto às pessoas executivas e empreendedoras com quem pude trabalhar. Na minha última experiência, aprendi a importância e o impacto de se tratar inovação em volume. Zelar para execução com qualidade ao mesmo tempo que suas entregas, ideias, projetos e falas reverberam no ecossistema. Neste momento, entendi que queria seguir em algo que me brilhassem os olhos ao mesmo tempo que poder gerar esse impacto fosse possível. Talvez por isso, este movimento tenha sido tão pensando, quais lugares poderão me dar esse espaço para trocas contínuas ao mesmo tempo que podemos construir negócios e projetos com impacto. Além de atuar como Sócia e Head de Corporate Relation na Fisher Venture Builder, a partir de agora sigo para uma consolidação da minha carreira como Executiva e agora também empreendedora, e serei mais atuante nas “mesas de negócios”.

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FB – Como você enxerga os desafios e oportunidades em Corporate Venture Building no Brasil?
Amanda – Comecei a trabalhar no ecossistema de inovação de forma extremamente curiosa. Sou de Belo Horizonte e no momento que sai da faculdade muitas iniciativas estavam começando ou acontecendo ao mesmo tempo. Fiz parte do time de aceleradoras e atuei com startups em estágios diferentes em fases iniciais até scale ups. Meu olhar durante todo esse período, foi direcionado para o crescimento dessas empresas e a geração de negócios com o mercado. Ao atuar no Cubo, esse relacionamento com o mercado de startups ampliou-se consideravelmente. As corporações que possuem uma estratégia de inovação bem consolidada conseguem estar à frente do mercado que atuam, criando produtos, serviços e um novo mercado.

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