Startups 'gigantes' estarão no foco dos investidores em 2022

KPMG e Distrito listam as 105 empresas com potencial de atração de investimentos e maturidade de resultados; fintechs lideram.

Luiz Gustavo Pacete
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Ao todo, foram mapeadas, no Brasil, 105 startups Emerging Giants, em relatório produzido pela Distrito (Crédito: Getty Images)

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A KPMG, em parceria com a Distrito, lançou a primeira turma do Programa Emerging Giants no Brasil, iniciativa criada para apoiar empreendedores de startups com destaque em suas jornadas de crescimento. “Emerging Giant é o nome dado a uma startup que possui destaque não apenas no setor em que atua, como também participaram de rodadas relevantes de investimento e têm se consolidado no mercado. As que estão nesse nível geram receitas mais robustas e com elevado potencial de crescimento. Além disso, entendemos que as startups são muito mais que boas oportunidades de investimento, são empresas com o propósito de resolver problemas reais e o sucesso não depende somente do capital”, afirma Diogo Garcia, sócio-diretor e líder do Programa Emerging Giants da KPMG no Brasil.

Ao todo, foram mapeadas 105 startups brasileiras com esse perfil, em relatório produzido pela Distrito. Do total, as Fintechs são a maioria, representando 27,6% do total de empresas com esse perfil. A vice-liderança é das Adtechs (12,4%), seguida por Retailtechs (10,5%), Healthtechs (5,7%), Edtechs (5,7%) e HRtechs (4,8%). No final da lista, estão Agtechs (2,9%), Insurtechs (1%), Govtechs (1%), Construtechs (1%) e Autotechs (1%). A região Sudeste do Brasil concentra 78,1% das Emerging Giants, seguida de Sul (18,1%), Nordeste (1,9%) e Centro-Oeste (1,9%).

“Vemos o ecossistema de startups como um excelente motor de desenvolvimento da cultura de inovação e empreendedorismo no Brasil. As Emerging Giants, em geral, são empresas jovens, que utilizam muita tecnologia e estão em crescimento acelerado. Entre as principais características delas, há fundadores que criam negócios inovadores, produtos adequados às necessidades do mercado, tração e atração de investimentos de risco”, afirma Jubran Coelho, líder da prática de Private Enterprise na KPMG do Brasil e na América do Sul. De acordo com a apuração, o boom dessas startups é visível de 2012 a 2016, sendo que, em média, elas operam há 7 anos. O período de fundação das Emerging Giants mapeadas é o seguinte: 2000 a 2010 (16,2%), 2011 a 2015 (62,9%), e 2016 a 2018 (21%).

Juntas, elas empregam mais de 15 mil pessoas e 40% têm entre 100 e 200 funcionários. Quase metade dos fundadores têm pós-graduação ou tiveram experiência acadêmica fora do Brasil e 47% contam ao menos com um fundador que já empreendeu antes. Em média, cada startup com esse perfil recebeu 2,4 investimentos e, desde 2011, mais de US$ 1,3 bilhão já foi investido nas Emerging Giants com operação no Brasil.

“O Distrito desenvolveu uma metodologia baseada em dados para gerar indicadores que possibilitaram ao corpo executivo da KPMG tomar as melhores decisões para o Programa Emerging Giants no Brasil. Utilizamos algoritmos de inteligência artificial a partir de nossa base de dados proprietária, com mais de 10 milhões de data points. Além disso, integramos aproximadamente 180 variáveis ao longo dos últimos 24 meses, de cada uma das mais de 15 mil startups nacionais monitoradas em tempo real”, afirma Gustavo Araujo, CEO do Distrito.

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Veja quais são as Emerging Giants mapeadas pelo levantamento:

99jobs

Agendor

Agrosmart

Amaro

Ambar

Apptite

Arquivei

Asaas

Auvo

Bcredi (Creditas)

Biz Capital

BomPraCrédito

bxblue

Cargobr

Clicksign

Enotas

Escale

Exact Sales

FinanZero

Getninjas

HeroSpark

idwall

Incognia

Intelipost

Involves

JetBov

Kenoby

Kovi

Linker

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Open & Co

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Sanar

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Warren

Wellbe

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