Conheça o único brasileiro na lista de CMOs da Forbes USA

Fernando Machado, atual VP de marketing da Activision Blizzard, eleito em terceiro lugar como o líder mais influente, fala sobre o atual momento da indústria de games

Luiz Gustavo Pacete
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Fernando Machado: “O crescimento da digitalização e, principalmente do mobile, fez com que as pessoas tivessem novos hábitos na maneira de jogar

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Múltiplas jornadas e habilidades. Para o brasileiro Fernando Machado, atual Chief Marketing Officer (CMO) da Activision Blizzard e único brasileiro na lista recente dos CMOs mais influentes do mundo segundo a Forbes USA, pela segunda vez, o papel do líder de marketing é cada vez mais dinâmico, focado em comunidades e escuta, mas sem deixar o pulso criativo de lado.

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Desde abril do ano passado, Machado vem se aprofundando em uma nova indústria, já que antes de ir para uma das maiores publishers de games do mundo, ele atuou por mais de sete anos no fast-food, estando a frente de marcas como Burger King, Popeyes e Tim Hortons, antes, passou mais de uma década na Unilever, onde cuidou de marcas icônicas como Dove, dentre outras.

À Forbes Brasil ele fala sobre carreira executiva glonal, a ascensão dos games e a responsabilidade do marketing ante aos atuais desafios de transformação do consumo e da sociedade. “Eu sempre fui apaixonado por games e essa indústria é muito maior do que, muitas vezes imaginamos, já que ela representa muito mais do que a TV, o cinema e a música reunidos”, destaca.

Do consumo para os games

“Eu passei 18 anos trabalhando em empresas de consumo e quis mudar. Quando eu estava na Unilever queria ter a oportunidade de ter um contato com uma cultura diferente. Depois, fui para o Burger King que viveu um processo importante depois de consolidação das operações de BK, Popeyes e Tim Hortons, o que virou o Restaurant Brands International. O mais legal em relação ao BK é que eu fiquei muito tempo fazendo coisas muito legais, mas eu queria ter a experiência de estar em uma indústria nativa digital. Estando no mercado de consumo eu tive contato com transformação digital, redes sociais, mas nunca nesse digital orgânico que representam os games”

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O interesse pelos games

“Eu sempre gostei dos games e nunca achei que fosse trabalhar com isso. Mas ao chegar a essa indústria, mesmo sabendo da proporção que ela possui, fiquei admirado com a capacidade de entender o consumidor. Foi uma mudança que vem me trazendo um aprendizado acelerado tanto na performance como no marketing. O meu objetivo agora é continuar evoluindo do ponto de vista criativo, de design e potencializar o alcance de um time de marketing que é muito bom e atua com nossas franquias como chamamos que são os vários títulos que a empresa possui, de Call of Duty passando por Diablo até Candy Crush”

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Agenda de negócios dos games

“Essa indústria tem muito a nos ensinar sobre comunidades. O crescimento da digitalização e, principalmente do mobile, faz com que as pessoas tenham novos hábitos na maneira de jogar. Se no passado eu pausava para jogar hoje isso não acontece, o jogo é ao vivo e com um monte de gente juntas ao redor do mundo. Todo mundo jogando conectado. Os games criam uma conexão que transformou a maneira das pessoas interagirem”

Diferenças e semelhanças de indústrias

“A Unilever tinha o desafio dos dados já que ela não vendia diretamente para o B2C e isso impactava na medição do resultado do marketing. Já o Burger King, mesmo vendendo diretamente ao consumidor, não conseguia mapear as múltiplas jornadas dos consumidores. No caso da Activision, a jornada de um gamer é integralmente mapeada o que possibilita uma precisão em tempo real das estratégias de marketing.”

Brasileiros em papel de liderança pelo mundo

“Sobre o fato de termos muitos brasileiros liderando o marketing pelo mundo eu destacaria que não são somente brasileiros, mas muito latinos. Nossa capacidade de lidar com a adversidade e os desafios, bem como a improvisação nos dá um repertório muito interessante. Essas competências são muito importantes, principalmente para quem quer ser marketing global adicionando a observação sobre a maneira como as pessoas se comportam em diferentes países”

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