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Conheça os Países que Possuem Restrições ao Uso de Celulares por Crianças e Adolescentes

Na última quinta-feira (28), a Austrália aprovou uma lei que proíbe completamente o uso de smartphones por menores de 16 anos

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A utilização de smartphones por crianças e adolescentes, principalmente em ambientes escolares, é alvo de debates e restrições em diversos países. No entanto, nesta quinta-feira (28), a Austrália foi a primeira nação a aprovar uma proibição total para menores de 16 anos.

A lei australiana obriga as Big Techs, como Meta e TikTok, a impedirem o login de menores de idade. Em caso de descumprimento, as empresas podem receber multas de até 32 milhões de dólares.

De acordo com a Unesco, cerca de 25% dos países do mundo já possuem leis que proíbem o uso de celulares nas escolas. Entre as nações que adotaram medidas restritivas estão:

  • França: o país foi pioneiro ao proibir o uso de smartphones em escolas para alunos com menos de 15 anos em 2018. A medida se aplica inclusive durante o recreio, com exceção para alunos com deficiência que necessitem do aparelho.
  • Espanha, Grécia, Dinamarca: esses países também implementaram a proibição, permitindo que os alunos levem os celulares para a escola, mas exigem que os aparelhos permaneçam guardados durante as aulas.
  • Finlândia, Holanda, Itália, Suíça, México: Essas nações também figuram na lista de países que anunciaram a proibição do uso de celulares em sala de aula.
  • Estados Unidos, Portugal, Escócia, Canadá: em algumas regiões desses países, o uso de smartphones em escolas também foi banido total ou parcialmente.

O relatório da Unesco “Monitoramento da Educação 2023” aponta que a simples proximidade do celular pode distrair os estudantes e prejudicar o aprendizado. Além disso, o uso excessivo de smartphones pode afetar negativamente o autocontrole e a estabilidade emocional, aumentando os riscos de problemas como ansiedade e depressão.

Apesar das preocupações, a instituição reconhece que a tecnologia pode ser uma ferramenta importante na educação, especialmente para estudantes com deficiência. Por isso, a organização destaca a importância de um uso equilibrado e consciente para fins educativos.

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