NASAImagens da Lua tiradas durante missão Artemis II
Nessa segunda-feira (6), a missão Artemis II superou uma nova barreira da exploração espacial: chegou ao lado oculto da Lua. A nave Orion alcançou a maior distância da terra já registrada por humanos (406,7 mil km) superando o recorde da missão Apollo 13, a última que levou o homem a pisar na Lua, em 1973.
Durante sete horas de observação da superfície lunar, fora identificadas crateras, fluxos de lava e formações geológicas. Enquanto passava pelo pelo lado oculto, a tripulação perdeu comunicação com a terra por 40 minutos, conforme previsto.
“Vimos coisas que nenhum ser humano jamais viu, nem mesmo a Apollo, e isso foi incrível para nós”, disse o comandante Reid Wiseman.
Após sobrevoar o lado oculto da Lua, a cápsula Orion iniciou sua viagem de volta à terra, com chegada prevista para sexta-feira (10). Abaixo, confira imagens inéditas da Lua divulgadas pela NASA.
1 / 15NASA — Um Momento com a Lua
A bacia Orientale é visível no centro, com uma mancha preta de lava antiga que perfurou a crosta da Lua em uma erupção há bilhões de anos. Esta cratera de impacto de quase mil quilômetros de largura fica na transição entre os lados visível e oculto e, às vezes, é parcialmente visível da Terra. A pequena e brilhante cratera à sua esquerda é Byrgius, que possui raios de 400 quilômetros se estendendo a partir de sua bacia.
2 / 15NASA — O Limiar de Dois Mundos
A porção escura da Terra está no período noturno. No lado diurno, nuvens em redemoinho são visíveis sobre o azul suave na região da Austrália e Oceania. As linhas de pequenas indentações na superfície acidentada da Lua são cadeias de crateras secundárias.
3 / 15NASA — Guardiã do Céu Noturno
A bacia Orientale, uma cratera redonda no centro com uma mancha preta de lava antiga no meio, está envolta por anéis de montanhas. O ponto preto redondo a nordeste da Orientale é a cratera Grimaldi, e a cratera Aristarchus é o ponto branco brilhante em meio a um fluxo de lava cinza escuro no topo.
Anéis da bacia Orientale, que oferecem aos cientistas uma janela rara sobre como impactos massivos moldam as superfícies planetárias, ajudando a refinar modelos de formação de crateras e a história geológica lunar. Na posição de 10 horas da bacia Orientale, as duas crateras menores — para as quais a tripulação da Artemis II sugeriu os nomes Integrity e Carroll — são visíveis.
5 / 15NASA – O Nascer da Terra na Era Artemis
O tom azul suave do planeta e os sistemas de nuvens brancas dispersas se destacam contra a escuridão do espaço, enquanto a porção inferior desaparece na noite. Ambos os corpos estão orientados com seus polos norte à esquerda e polos sul à direita, oferecendo uma perspectiva única do nosso planeta a partir do espaço profundo.
6 / 15NASA — Sombras sobre a Cratera Vavilov
Close da Cratera Vavilov, na borda da bacia Hertzsprung, que é mais antiga e maior. A porção direita da imagem mostra a transição de material liso dentro de um anel interno de montanhas para um terreno mais acidentado ao redor da borda. Vavilov e outras crateras (além de seus detritos) são acentuadas por longas sombras no terminador.
7 / 15NASA — Ocaso da Terra sobre o Limbo Lunar
A bacia do mar Orientale, com seu fundo escuro de lava resfriada e anéis externos de montanhas, cobre quase o terço inferior da superfície lunar. Diferentes cores no “mar” sugerem sua composição mineral. As linhas de pequenas indentações acima da Orientale são cadeias de crateras secundárias, formadas por material ejetado durante um impacto primário. Ambas as novas crateras para as quais a tripulação da Artemis II sugeriu nomes — Integrity e Carroll — estão a vista.
O Sol começando a espreitar por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade. Nos momentos finais do eclipse observados pela tripulação, a luz que ressurge cria um contraste nítido contra a silhueta da Lua e revela a topografia lunar que normalmente não é visível ao longo do limbo lunar.
9 / 15NASA — Pronta para o Close
O terreno densamente acidentado por crateras da borda leste da bacia Polo Sul-Aitken é visto com o terminador sombreado no topo da imagem. A bacia Polo Sul-Aitken é a maior e mais antiga da Lua, oferecendo um vislumbre de uma história geológica milenar construída ao longo de bilhões de anos.
10 / 15NASA — A Terra se Pondo
A porção escura da Terra está no período noturno, enquanto em seu lado diurno, nuvens em redemoinho são visíveis sobre a região da Austrália e Oceania. Em primeiro plano, a cratera Ohm mostra bordas em terraços e um fundo relativamente plano marcado por picos centrais.
11 / 15NASA — Eclipse Solar Total da Artemis II, Quadro Parcial
Um close-up do eclipse solar total, com apenas parte da Lua visível no quadro enquanto ela obscurece totalmente o Sol. O reflexo prateado brilhante na borda esquerda da imagem é o planeta Vênus. A característica redonda e cinza escura visível ao longo do horizonte lunar entre as posições de 9 e 10 horas é o Mare Crisium, visível da Terra.
Da perspectiva da tripulação, a Lua parece grande o suficiente para bloquear completamente o Sol, criando quase 54 minutos de totalidade e estendendo a visão muito além do que é possível da Terra. Também são visíveis estrelas, geralmente fracas demais para serem vistas ao fotografar a Lua, mas com a Lua na escuridão, elas são facilmente registradas.
13 / 15NASA — Uma Nova Visão da Lua
A bacia Orientale está posicionada na borda da superfície lunar visível. A Bacia Hertzsprung aparece como dois anéis concêntricos sutis, interrompidos por Vavilov, uma cratera mais jovem sobreposta à estrutura mais antiga. As linhas de indentações são cadeias de crateras secundárias formadas por detritos do impacto massivo que criou a Orientale.
14 / 15NASA — Sombras no Limite do Dia Lunar
Porção da Lua surgindo ao longo do terminador, onde a luz solar em ângulo baixo projeta sombras sobre a superfície. Esta luz rasante acentua a topografia acidentada da Lua, revelando crateras, cristas e estruturas de bacias. Destacam-se características como as crateras Jule, Birkhoff, Stebbins e as terras altas circundantes.
15 / 15NASA — O "Ocaso da Terra" (Earthset)
A porção escura da Terra está no período noturno. No lado diurno, nuvens em redemoinho são visíveis sobre a região da Austrália e Oceania. Em primeiro plano, a cratera Ohm apresenta bordas em terraços e um fundo plano interrompido por picos centrais.
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