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China Está Prestes a Pousar na ‘Mini-lua’ da Terra — o Que Você Precisa Saber

Descoberto em 2016 e também conhecido como 2016 HO3, o 469219 Kamoʻoalewa é um dos poucos quase-satélites conhecidos

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A China está prestes a iniciar uma das missões de exploração de asteroides mais incomuns já tentadas. No início de julho, a espaçonave Tianwen-2 deve chegar a um asteroide próximo à Terra do tamanho da Estátua da Liberdade, frequentemente descrito como a “mini-lua” do nosso planeta. Se chegar em segurança, ela coletará uma amostra e a enviará de volta à Terra em uma cápsula.

Descoberto em 2016 e também conhecido como 2016 HO3, o 469219 Kamoʻoalewa é um dos poucos quase-satélites conhecidos. Medindo apenas 40 a 100 metros de diâmetro (cerca de 130 a 330 pés) — aproximadamente o tamanho da Estátua da Liberdade –, ele pode se tornar o menor asteroide já visitado por uma espaçonave.

O nome do Kamoʻoalewa é havaiano e significa “um objeto celeste oscilante”. Ele orbita o Sol, mas está sincronizado gravitacionalmente com a Terra, o que faz com que pareça orbitar o nosso planeta ao longo de grandes períodos — assim como a nossa Lua.

Um possível pedaço da Lua

Cientistas planetários estão interessados no Kamoʻoalewa porque ele pode não ser um asteroide comum. Estudos da luz refletida por ele sugerem que o objeto se assemelha muito a rochas lunares coletadas durante as missões Apollo.

Alguns pesquisadores acham que ele pode ser um fragmento da Lua lançado ao espaço por um grande impacto há milhões de anos. Se essa teoria estiver correta, a Tianwen-2 pode, na prática, estar visitando um pedaço há muito perdido do satélite natural da Terra.

O que a Tianwen-2 fará no Kamoʻoalewa

Lançada em 28 de maio de 2025, a Tianwen-2 é a primeira missão da China de retorno de amostras de asteroides e faz parte do programa de expansão da exploração do espaço profundo do país.

Após chegar ao Kamoʻoalewa, a espaçonave passará vários meses realizando observações de sensoriamento remoto, mapeando o asteroide e identificando possíveis locais de amostragem. Os planejadores da missão pretendem usar uma combinação de manobras de toque-e-go (touch-and-go) e um sistema de ancoragem mais ambicioso equipado com brocas para coletar entre 20 e 100 gramas de material.

A longa missão da Tianwen-2 rumo a um cometa

A Tianwen-2 está programada para deixar o Kamoʻoalewa em abril de 2027 e trazer uma cápsula com amostras de volta à Terra no final daquele ano. O pouso deve ocorrer em novembro de 2027, permitindo que os cientistas ponham as mãos no que podem ser fragmentos do início do sistema solar.

Após liberar a cápsula, a Tianwen-2 usará a gravidade da Terra para se redirecionar em direção a um segundo alvo: o cometa do cinturão principal 311P/PanSTARRS, também conhecido como P/2013 P5 (PanSTARRS), cuja imagem foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, em 2013. A expectativa é de que a Tianwen-2 chegue lá por volta de 2035.

‘Mini-luas’ e mineração de asteroides

Ao contrário da maioria dos asteroides, os quase-satélites da Terra permanecem perto do nosso planeta por longos períodos. Isso faz com que eles sejam relativamente fáceis de visitar.

Por exemplo, o Kamoʻoalewa orbita o Sol em uma ressonância orbital de 1:1 com a Terra, completando uma órbita para cada órbita que a Terra faz. Isso cria a ilusão de que ele circula a Terra, mas também o torna um alvo em potencial para futuras missões robóticas — como a mineração de asteroides em busca de gelo de água e metais do grupo da platina.

De acordo com uma pesquisa publicada em 2025 pela Spherical Insights & Consulting, o mercado global de mineração espacial e de asteroides pode atingir US$ 16 bilhões até 2035.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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