O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos determinou a remoção dos produtos DeepSeek e de serviços de terceiros que utilizam o modelo chinês de inteligência artificial dos sistemas das agências civis do país, de acordo com comunicado publicado nesta segunda-feira (19).
O departamento também proibiu a aquisição de produtos da empresa de tecnologia e de serviços de terceiros desenvolvidos com base na tecnologia da empresa chinesa por agências governamentais civis dos Estados Unidos.
O DHS afirmou que os modelos da DeepSeek representam “múltiplos vetores de ameaça” e levantou preocupações de que o uso do produto “possa resultar na transferência de dados confidenciais para a República Popular da China, caso seja utilizado por funcionários ou fornecedores do governo dos Estados Unidos”.
O DHS também afirmou que o uso do DeepSeek por órgãos governamentais “poderia gerar informações de inteligência acionáveis sobre cidadãos norte-americanos e/ou órgãos governamentais. Os próprios modelos podem conter malware ou outras vulnerabilidades de segurança”.
Em um memorando de julho divulgado nesta segunda-feira (19), o departamento instruiu as agências federais americanas a monitorarem fluxos de tráfego que entram e saem dos sites do governo norte-americano para lidar com riscos potenciais decorrentes do DeepSeek.
Anteriormente, várias agências dos Estados Unidos, incluindo o Departamento de Comércio e a Marinha, proibiram o uso do DeepSeek em dispositivos do governo. Vários estados norte-americanos, incluindo Nova York, Tennessee e Virgínia, tomaram medidas semelhantes.
A Embaixada da China em Washington não se pronunciou imediatamente.
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) votará em 29 de outubro para proibir todas as empresas chinesas de testarem dispositivos eletrônicos, como smartphones, câmeras e computadores, para uso nos Estados Unidos. No ano passado, 82% dos produtos eletrônicos americanos foram testados na China.
Em dezembro, a FCC proibiu a importação de todos os novos modelos de drones chineses e também proibiu a importação de novos modelos de roteadores de consumo fabricados na China.
Em julho, a FCC votou pela proibição da venda nos Estados Unidos de dispositivos que contenham componentes-chave de hardware de empresas chinesas consideradas riscos à segurança nacional e propôs proibir que operadoras de telecomunicações norte-americanas se interconectem com empresas chinesas do setor de telecomunicações consideradas riscos à segurança nacional.