Deral reduz projeção de 2ª safra de milho do Paraná para 10,3 mi t

Segundo o órgão ligado ao governo paranaense, a chamada "safrinha" representa queda de 13% em relação ao ano anterior.

Redação
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Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Segundo o órgão ligado ao governo paranaense, a chamada “safrinha” representa queda de 13% em relação ao ano anterior

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A segunda safra de milho 2020/21 do Paraná deverá ficar abaixo dos níveis projetados anteriormente, disse hoje (27) o Deral (Departamento de Economia Rural), citando as condições de seca no Estado como principal motivo para o corte em sua projeção.

Segundo o órgão ligado ao governo paranaense, a chamada “safrinha” –principal do cereal no Brasil– atingirá 10,3 milhões de toneladas, queda de 13% em relação ao ano anterior.

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Em seu relatório de abril, o Deral estimava a segunda safra de milho desta temporada em 12,23 milhões de toneladas.

Diante dos danos causados pelo clima, os cortes na produção paranaense não devem parar por aqui, segundo o especialista em milho do Deral, Edmar Gervásio.

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“O cenário não é dos melhores no sentido de abastecimento, produção bem menor que o esperado… É inevitável mais perdas nas próximas revisões”, disse ele à Reuters.

“O principal fator é a estiagem que atingiu e atinge o Estado todo neste ano”, acrescentou Gervásio, afirmando ainda que as perdas no campo já chegam a 30%.

Mais cedo nesta semana o Deral havia reafirmado a deterioração das condições.

O panorama negativo ocorre mesmo com um aumento de 8% na área plantada com a “safrinha” de milho no Estado, vista pelo departamento em 2,5 milhões de hectares, já que estiagem derrubou as perspectivas de rendimento, que figuram atualmente em 4.129 kg por hectare, ante 5.140 kg/ha na temporada passada.

O Deral ainda manteve praticamente estável sua estimativa para a safra de verão de milho do Paraná frente ao relatório de abril. A produção é vista em 3,1 milhões de toneladas, também uma queda de 13% no ano a ano.

A safra de soja 2020/21 foi projetada em 19,8 milhões de toneladas, também praticamente estável na comparação com o boletim de abril. Com isso, a produção da oleaginosa, cuja colheita já terminou, fica 5% abaixo da apurada em 2019/20.

Já a safra de trigo do Paraná, principal Estado produtor do cereal no Brasil, deverá atingir 3,8 milhões de toneladas, alta de 22% em relação ao ano anterior. A cultura de inverno está em fase de plantio. (Com Reuters)

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