ADM inaugura centro de inovação na América Latina

Com investimento de US$ 4,7 milhões, nova unidade atenderá clientes e consumidores da empresa interessados em produtos nas áreas de proteínas, botânicos e bebidas.

Erich Mafra
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Segundo a ADM, a escolha de Hortolândia (SP) para seu primeiro centro de inovação na América Latina é estratégica

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A ADM (Archer Daniels Midland), multinacional norte-americana que atua na área de commodities e na indústria de transformação de alimentos, inaugurou hoje (16), em Hortolândia (SP),  o seu primeiro centro de inovação na América Latina. A área de 1.200 metros quadrados foi fruto de uma das aquisições realizadas pela companhia em 2019, mas recebeu o investimento de US$ 4,7 milhões para se readequar às necessidades da empresa que atualmente foca no desenvolvimento da área de nutrição humana nos pilares de alimentos, bebidas e bem-estar.

Chamado de “Customer Creation & Innovation Center”, ou Centro de Criação e Inovação para o Consumidor, a unidade vai atender demandas de pesquisa e de desenvolvimento de clientes globais da companhia — criando soluções de funcionalidade, processo, sabor, textura e aparência de produtos consumidos em larga escala.

“Investimos cerca de US$ 3,29 milhões de equipamentos, um objeto de desejo de muitas empresas do setor”, diz Andréa Lunardini, líder da área técnica da ADM na América Latina, durante a inauguração do espaço. “A gente vinha entregando de forma humilde as soluções por causa da falta desta instalação”. Com a criação do novo centro, a expectativa da empresa é acelerar a transformação requisitada por seus clientes. O centro conta com laboratórios, plantas piloto para teste de produtos, salas para avaliação sensorial e realização de grupos de foco.

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A multinacional já possui dois centros de inovação na Alemanha, um nos Estados Unidos e outro na China, mas escolheu criar o novo espaço em Hortolândia por conta da proximidade com aeroportos, universidades e importantes cidades como Piracicaba e Campinas, reconhecidas atualmente como pólos de tecnologia para o agronegócio. “Queremos que o centro seja um hub de inovação para toda a América Latina”, afirma Andréa.

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Neste primeiro momento, a equipe conta com 22 pesquisadores brasileiros atuando nas frentes de proteínas, botânicos e bebidas, mas o plano é de acrescentar outros 18 profissionais até 2025. “Precisamos de profissionais, pois a criação não está só na ADM. Queremos aprender com as universidades e quem está inovando no mercado”, diz Andréa.

Para Roberto Ciliano, presidente da divisão food da ADM na América Latina, a inauguração do espaço “é um passo importante para a empresa se posicionar como um grande player do mercado de nutrição humana”. Andréa complementa que “não é só sobre falar que a empresa oferece soluções, pois os investimentos realizados no setor também consolidam o nome”. Desde 2014, a ADM já investiu cerca de US$ 250 milhões para impulsionar o seu negócio de nutrição humana e em aquisições estratégicas de 27 empresas.

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