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Chefe da ONU diz estar preocupado com possibilidade de Rússia deixar acordo de grãos em julho

Moscou tem ameaçado deixar o acordo de grãos do Mar Negro se os obstáculos aos seus próprios embarques de grãos não forem removidos

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Igor Tkachenko/File Photo/Reuters
Igor Tkachenko/File Photo/ReutersCaminhão é abastecido com grãos na região ucraniana de Odessa

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta segunda-feira (12) que está preocupado com a possibilidade de a Rússia deixar em 17 de julho o acordo que permite a exportação segura de grãos e fertilizantes de três portos ucranianos no Mar Negro em tempos de guerra.

Moscou tem ameaçado deixar o acordo conhecido como iniciativa de grãos do Mar Negro — intermediado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho do ano passado — se os obstáculos aos seus próprios embarques de grãos e fertilizantes não forem removidos.

“Estou preocupado e estamos trabalhando duro para garantir que seja possível manter a iniciativa do Mar Negro e, ao mesmo tempo, continuar nosso trabalho para facilitar as exportações russas”, disse Guterres a repórteres.

Para convencer a Rússia a concordar com o acordo de grãos do Mar Negro, um memorando de entendimento de três anos foi assinado ao mesmo tempo em que funcionários da ONU concordaram em ajudar a Rússia com suas próprias exportações de alimentos e fertilizantes.

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  • Embora as exportações russas de alimentos e fertilizantes não estejam sujeitas a sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, Moscou diz que as restrições a pagamentos, logística e seguros têm representado uma barreira aos embarques.

    O vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Vershinin, disse no sábado que a Rússia “não pode estar satisfeita com a forma como este memorando está sendo implementado”, segundo a agência de notícias russa TASS. Ele falava após se encontrar com a principal autoridade comercial da ONU, Rebeca Grynspan, em Genebra na sexta-feira (9).

    Entre as demandas feitas pela Rússia estão a retomada de suas exportações de amônia por meio de um oleoduto para o porto de Pivdennyi, na Ucrânia, e a reconexão do Banco Agrícola Russo (Rosselkhozbank) ao sistema de pagamento internacional SWIFT.

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