Chile e a Arábia Saudita, dois importantes destinos para a carne de frango do Brasil, retiraram as restrições temporárias à importação do produto brasileiro que tinham sido impostas por causa de um foco de gripe aviária solucionado no primeiro semestre, de acordo com nota do Ministério da Agricultura (Mapa), nesta segunda-feira (25).
Além dos dois países, Namíbia e Macedônia do Norte também retiraram as restrições, segundo o ministério.
China e União Europeia ainda mantêm embargo total à carne de frango, além de Malásia, Canadá, Paquistão e Timor-Leste, segundo o ministério.
A decisão representa alívio significativo para a indústria, considerando que a Arábia Saudita responde por 11% das exportações brasileiras de frango. O país árabe figura como segundo maior importador do produto nacional, enquanto o Chile mantém posição relevante entre os destinos tradicionais da proteína brasileira.
Permanecem com embargo total China e União Europeia – os dois principais mercados -, além de Malásia, Canadá, Paquistão e Timor-Leste. Juntos, os nove mercados que suspenderam importações representavam US$ 3,26 bilhões em exportações anuais.
O primeiro foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade detectado no Brasil, em Montenegro (RS), provocou estado de emergência zoossanitária nacional. Apesar da rápida contenção, o episódio resultou em perdas consideráveis para um setor que exportou 5,163 milhões de toneladas em 2024.
Pelo menos 17 países já retiraram completamente as restrições, incluindo África do Sul, Coreia do Sul, México e Rússia, sinalizando confiança na segurança sanitária da avicultura nacional.