Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável apresenta documento de compromisso público

Tony Oliveira/CNA
Tony Oliveira/CNA

Em documento, o Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável ressalta o compromisso com itens como a Integração Lavoura Pecuária Floresta

Ontem (20), representantes do GTPS (Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável) encontraram-se com a ministra Tereza Cristina para fortalecer o compromisso do desenvolvimento sustentável da pecuária. Durante a reunião, foi apresentado documento  assinado por mais de 50 marcas onde é destacada a necessidade da implementação definitiva do Código Florestal.

Formalizada em 2007, a entidade é constituída por cerca de 50 associados dos seis elos de toda a cadeia pecuária: produtores, insumos e serviços, indústrias, varejo e restaurantes, instituições financeiras e sociedade civil. Através de uma agenda positiva e da articulação com o setor, o GTPS  tem como objetivo principal o desenvolvimento de uma pecuária sustentável, baseada no equilíbrio dos pilares social, econômico e ambiental.

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“A reunião foi muito boa. Essa agenda positiva é ótima para o Brasil, afinal, quais são os países com a nossa relevância na produção de alimentos que possuem tanta biodiversidade e um código florestal”, disse Caio Penido, presidente do GTPS, presente na reunião com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e que falou com exclusividade à Forbes logo após o término do encontro. “Chegamos na esfera federal com o nosso compromisso de impacto”

Guilherme Martimon/MAPA
Guilherme Martimon/MAPA

Caio Penido, com a ministra Tereza Cristina, para apresentar proposta política do GTPS

Dentre as bandeiras levantadas pelo grupo no documento estão o incentivo à ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta), a redução da idade de abate (resultando na melhoria do balanço de carbono da cadeia produtiva) e o apoio à regularização fundiária de áreas públicas e privadas, de forma a pacificar a ocupação territorial. Também no documento, o GTPS repudia ações como a grilagem de terras, o trabalho escravo e infantil, a invasão de terras indígenas e o desmatamento ilegal. 

“As pessoas do setor estão cada vez mais abertas, o debate da produção sustentável veio para ficar. Quem procura o GTPS está querendo resolver problemas, ser mais sustentável e fazer alianças”, diz Penido. “Estamos querendo deixar de lado as questões que nos desunem e focar nos pontos que nos unem, uma agenda positiva que acreditamos e pode salvar o mundo.”

Após a reunião, o GTPS quer evoluir seu status de grupo de debate para avançar como uma entidade para a ação. Uma das principais apostas para alcançar esse patamar é através do incentivo ao produtor.

“Vamos estimular o bom produtor oferecendo um crédito especial para quem atinge os indicadores de sustentabilidade do nosso guia.  É uma coisa que queremos avançar”, explica Penido.

O presidente da entidade também indica que outro caminho possível para a ação é o pagamento por serviço ambiental, como realizado através do projeto Conserv do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Neste caso, a entidade realiza uma compensação financeira para fazendeiros que têm excedente de vegetação nativa, ou seja, que conservam além da reserva legal prevista pelo código florestal.

“Vamos transformar o Brasil no que ele deveria ser, precisamos fazer o país se projetar como uma das maiores potências agroambientais sustentáveis do mundo. Temos o que o mundo não tem”, ressalta Penido. “É um desafio em que precisamos contagiar a população brasileira para ela ter orgulho da nossa vocação como produtores de alimento e conservadores de biodiversidade.”

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