Mulheres em conselhos: 7 executivas na liderança de grandes companhias brasileiras

Especialistas apontam que a maior participação feminina em esferas de decisão leva a estratégias mais éticas e competitivas.

Mateus Omena
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Klaus Vedfelt/Getty Images
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A diversidade de gênero entre os líderes de uma empresa pode influenciar as decisões tomadas pela direção

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Um levantamento feito neste ano pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) avaliou 295 companhias brasileiras e apontou que 78% delas têm mulheres em cargos de liderança. Pouco mais da metade (57,5%) contam com ao menos uma mulher no conselho administrativo. E 22,4% das companhias avaliadas não têm nenhuma profissional no C-Level (os cargos de diretoria) ou conselhos. “Quanto mais mulheres integrarem os conselhos das empresas, maior será a pluralidade na gestão. As mulheres estão conectadas à transformação e inovação e são fundamentais nesses processos”, diz Rachel Maia, conselheira administrativa da Vale, Banco do Brasil, CVC e Grupo SOMA.

Esse movimento acontece no momento em que as empresas buscam saídas para atuar em novos mercados, já que é importante falar a mesma língua e entender o consumidor e os clientes a serem conquistados. “Hoje, esse é um dos principais desafios do mundo dos negócios: as empresas são compostas por profissionais que, em sua maioria, não representam os grupos sociais a quem esses negócios servem”, diz Lisiane Lemos, cofundadora do Conselheira 101, programa de incentivo à presença de mulheres negras e não-negras nos conselhos administrativos. A diversidade pode fazer toda a diferença ao se criar estratégias de marketing, por exemplo. E há também os ganhos em reputação e imagem. “Sabendo que há mulheres negras e outras minorias sociais nos conselhos e outros cargos de liderança, as pessoas que se identificam com esses grupos vão consumir mais esses produtos e serviços.”

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Além de apoiar estratégias de negócio mais coerentes, a diversidade de gênero entre os líderes de uma empresa pode influenciar as decisões tomadas pela direção e promover mudanças na cultura organizacional. “O equilíbrio de forças entre homens e mulheres num conselho pode orientar executivos a um direcionamento mais ético para os negócios, valorizando vozes e opiniões distintas na organização”, diz Rachel.

Aqui, 7 conselheiras de grandes empresas contam o que levam para a sala de reuniões:

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  • Rachel Maia, membro do conselho administrativo da Vale, do Grupo Soma, do Banco do Brasil e da CVC

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  • Marisa e Arco Educação

    Carla Schmitzberger

    Carla Schmitzberger é conselheira administrativa independente da Marisa e Arco Educação. Foi diretora da Alpargatas/Havaianas e vice-presidente de marketing do Citibank e Credicard.

    “A presença de mulheres em conselhos pode abrir portas não apenas para a diversidade, como gerar mais relevância para a empresa em seu mercado. Esse impacto vem também da habilidade de fazer perguntas diferentes, de um ângulo novo.”

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  • Vibe Saúde

    Patrícia Garrido

    A healthtech Vibe Saúde conta com Patrícia Garrido como integrante de seu conselho consultivo.

    “Minha expectativa era de participar das pautas estratégicas de negócio e ampliar a representatividade nesta esfera corporativa. A variedade de perfis é fundamental para as empresas conseguirem dar conta dos desafios atuais.”

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  • Santo Antônio Energia

    Solange David

    Desde o início do ano, Solange David é presidente do conselho de administração da Santo Antônio Energia, a primeira mulher a ocupar esse cargo em uma das maiores geradoras hídricas do país.

    “Além de ser um marco importante em relação à presença de mulheres na tomada de decisão do setor, significa um desafio profissional: o de trazer diversidade para o quadro e agregar valor à organização, já que as mulheres costumam englobar as contribuições de cada um e propor caminhos e soluções viáveis.”

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  • Ypê, AES Brasil, Evoltz, Educando e Brasilata

    Denise Damiani

    Desde 2017, Denise Damiani faz parte do conselho administrativo da companhia de produtos de limpeza Ypê. Além de outras empresas como AES Brasil, Evoltz, Educando e Brasilata. Sua experiência em conselhos começou em 2002, passando pelas consultorias Accenture, Bain&Co e Itausa. Hoje, se dedica também à mentoria de executivas, a fim de prepará-las para se tornarem futuras conselheiras.

    “As mulheres costumam se colocar no lugar de clientes e colaboradores e trazer insights a partir de suas demandas. A maioria têm menos sede de poder, o que pode parecer desvantajoso, mas contribui para a humanização do ambiente e uma atenção maior aos stakeholders e à sociedade.”

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  • RaiaDrogasil

    Cristiana Pipponzi

    Cristiana Pipponzi é uma das integrantes do conselho administrativo da gigante do varejo RaiaDrogasil (RD). A executiva conta que recebeu o convite para participar do conselho da companhia em 2012, um ano após a fusão das duas companhias.

    “Veio um enorme senso de responsabilidade e, ao mesmo tempo, um grande entusiasmo com a possibilidade de influenciar grandes decisões e direções estratégicas. A diversidade para os negócios é fundamental para garantir diferentes perspectivas na solução de problemas e identificação de oportunidades.”

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  • Renner, Cogna, Dexco e EDP Brasil

    Juliana Rozenbaum

    Juliana Rozembaum é conselheira administrativa da Renner, Cogna, Dexco e EDP Brasil. Além de conselheira consultiva da Eurofarma, NK Store e Dengo Chocolates. E membro do Comitê de Estratégia e Inovação da Suzano.

    “A diversidade como um todo, raça, social e orientação sexual, traz novas perspectivas para os projetos de uma empresa, como também cria uma alerta para ações mais éticas.”

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Rachel Maia, membro do conselho administrativo da Vale, do Grupo Soma, do Banco do Brasil e da CVC

 

 

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